Manaus, 1 de outubro de 2026
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Cenário

Após PF ‘bater à porta’ de ex-titular da SSP, Cidade diz ter tolerância zero com irregularidades

Governador tampão não saiu em defesa do ex-secretário da SSP-AM, nomeado pelo ex-governador Wilson Lima e exonerado da pasta em abril, durante o período de desincompatibilização.

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(Foto: Mauro Neto/Secom)

Manaus (AM) – Após o ex-secretário da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) e atual candidato a deputado estadual, Vinicius Almeida (Podemos), ser alvo de uma operação da Polícia Federal, assim como a antiga pasta que comandava, o atual governador do Amazonas, Roberto Cidade, afirmou ter “tolerância zero” com qualquer irregularidade.

Por meio de nota publicada nas redes sociais, Roberto Cidade ressaltou que Vinicius Almeida foi exonerado por ele no dia 2 de abril. A exoneração ocorreu dentro dos limites temporais estabelecidos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para a desincompatibilização de figuras que almejariam concorrer a algum cargo público nas Eleições de 2026.

A operação da Polícia Federal foi realizada na manhã desta quinta-feira (1º) na sede da SSP-AM e também na residência do ex-secretário. A ação busca investigar possível uso eleitoral da estrutura pública. Vinicius Almeida nega as acusações e classifica a investigação como de natureza eleitoral.

Como não ocupa mais o cargo de secretário de Segurança Pública, Vinicius Almeida não possui vínculo atual com a SSP-AM. A investigação apura a suspeita de uso da estrutura da secretaria em atividades relacionadas à campanha eleitoral dele.

Diante da operação, Roberto Cidade afirmou que “a Polícia Federal, o Ministério Público e todos os órgãos de controle do Poder Judiciário têm livre acesso a qualquer repartição do Governo do Amazonas”.

“Reafirmo que no meu governo estaremos sempre dispostos a contribuir com toda informação necessária”, complementou em nota pública feita nas redes sociais.

Atuação do MPAM

Em nota enviada à imprensa, o Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) informou que o pedido de busca e apreensão foi feito pelo Ministério Público Federal (MPF), após o encaminhamento de informações por setores do próprio MPAM.

Segundo o órgão, a atuação do MPAM se limitou à organização e ao apoio na execução da operação, realizada pela Polícia Federal sob condução do Ministério Público Eleitoral.

 

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