Ismael Munduruku criticou Roberto Cidade pela atuação quando presidia a Aleam e agora como governador do Amazonas. (Foto: Divulgação/Assessoria)
Manaus (AM) – O candidato ao Senado Ismael Munduruku (Rede Sustentabilidade) fez duras críticas ao governador Roberto Cidade durante entrevista ao Portal AM1 e questionou a atuação do atual chefe do Executivo quando presidia a Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam).
Na entrevista, Ismael afirmou que Cidade ocupou a presidência do Legislativo durante o período em que, segundo ele, problemas graves se acumulavam no governo estadual. “Com todo esse caos que nós vivemos e que vivemos no passado. Ele era o presidente três vezes da Assembleia Legislativa.”
Para o candidato, a posição de presidente da Aleam colocava Cidade em uma posição relevante para fiscalizar o Executivo.
Ismael questionou por que, segundo sua avaliação, o então presidente da Assembleia não teria feito denúncias ou cobranças mais contundentes. “Mas ele não fez nada. Ele não fez uma denúncia. Ele não fez uma cobrança. É muito estranho isso.”
O candidato também fez uma acusação sobre contratos do governo estadual. Segundo ele, haveria contratos com empresas ligadas a Cidade ou a pessoas próximas a ele. O candidato não apresentou, na entrevista, documentos que comprovem essa afirmação. “Muitos dos grandes contratos que o Estado tem de prestadores de serviço, muitos são dele.”
Por se tratar de uma acusação feita durante uma entrevista eleitoral, a declaração deve ser entendida como alegação do candidato, e não como fato comprovado.
Ataques às alianças políticas
Munduruku criticou a chegada de Cidade ao governo após a saída de Wilson Lima. Na avaliação do candidato, o atual governador deveria romper politicamente com práticas da administração anterior e apresentar propostas diferentes. “Seja um sucessor diferente, seja um candidato que realmente represente o Estado do Amazonas.”
O candidato também cobrou que Cidade não utilize a estrutura pública em benefício político. “Não seja o candidato da máquina, não seja o candidato dos funcionários, não seja o candidato que usa a máquina pública para cometer ilegalidades.” A afirmação também é uma acusação política e não deve ser apresentada como comprovação de uso ilegal da máquina pública.
Adesam e denúncias eleitorais
Ismael afirmou ainda que seu grupo político participou de denúncias relacionadas a demissões e contratações na Adesam durante o período eleitoral.
Segundo ele, a Rede Sustentabilidade apresentou a denúncia e acompanha o processo na Justiça Eleitoral. “Nós denunciamos isso. Sobre as contratações, as demissões e as contratações nas apagadas das luzes já em período eleitoral.”
Ismael classificou as contratações como ilegais e afirmou que o caso está sendo analisado pelo Tribunal Regional Eleitoral.
No final da entrevista, o candidato deixou uma cobrança específica ao governador. Ismael pediu que Cidade visite o Tarumã-Açú, onde, segundo ele, vivem mais de 30 mil pessoas sem uma escola estadual na região. “Não tem uma escola estadual no Tarumã-Açú.”
Ele afirmou que moradores precisam deslocar os filhos para outras áreas de Manaus e citou o caso da própria família. “Pegando ônibus lotados às 4 horas da manhã, que meus filhos são um desses.”
A cobrança resume o tom adotado pelo candidato durante a entrevista: críticas à gestão estadual, questionamentos sobre fiscalização e defesa de uma maior presença do poder público nas comunidades.
Confira a entrevista na íntegra:
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