(Fotos: Alberto César Araújo/Aleam)
Manaus (AM) – A candidata do Partido Liberal ao Governo do Amazonas, Professora Maria do Carmo, declarou que a maior parte da expansão da sua instituição privada de ensino superior, a Fametro, ocorreu durante as gestões do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A afirmação foi feita durante sabatina realizada promovida pelo Consórcio G6, formado pelos portais Amazonas Atual, Blog do Hiel Levy, BNC, Portal do Marcos Santos, Portal do Mário Adolfo e Portal Único, na qual a empresária abordou sua trajetória empresarial, sua atuação na área educacional e suas diretrizes para a administração do Poder Executivo estadual.
Ao responder sobre o crescimento de seu patrimônio educacional em períodos de governos de campo político distinto, Maria do Carmo rechaçou favorecimento ou amizade pessoal com integrantes do Governo Federal. “Verdade, a maior parte foi governo Lula. Mas não foi porque eu era amiga do Lula, é porque a gente sabe circular”, afirmou
Segundo a postulante, a autorização recente para novos cursos de Medicina em Manaus, Parintins, Roraima e Santarém resultou do cumprimento de exigências técnicas, e não de facilidades concedidas pelo Ministério da Educação.
Ao avaliar os programas federais de acesso ao ensino superior, a empresária definiu o ProUni como uma forma de compensação tributária válida para a contrapartida social das empresas. Ela informou que os estudantes financiados pelo Fies não ultrapassam 10% do total de matriculados na sua instituição.
A candidata relatou ainda que a Fametro ofertou 16 vagas de Medicina via ProUni, mas nenhuma foi preenchida porque nenhum aluno vindo da escola pública atingiu a média exigida na redação do Exame Nacional do Ensino Médio.
Além do setor privado, a candidata criticou a gestão da Universidade do Estado do Amazonas. Maria do Carmo pontuou que a universidade pública estadual possui orçamento cinco vezes superior ao da Fametro, mas defendeu que a instituição não expandiu o atendimento na proporção dos recursos recebidos. A empresária afirmou que o ensino público superior tornou-se restrito aos estudantes de maior renda, cabendo à rede privada suprir lacunas da educação básica.
A postulante do PL defendeu a separação entre convicções ideológicas e o exercício da gestão pública, prometendo manter um diálogo pragmático com governantes de diferentes matizes políticas em benefício da população amazonense.
Maria do Carmo ressaltou que a vida pública não pode ser tratada como extensão dos interesses privados e declarou disposição para conversar com qualquer autoridade nacional e internacional no interesse do Amazonas. Ao ser indagada sobre articulações eleitorais para fases adiantadas da disputa, a candidata sinalizou abertura para o diálogo político e afirmou que não recusará o recebimento de apoios para consolidar sua candidatura ao Governo do Estado.
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