Plínio Valério e Wilson Lima, candidatos ao Senado pelo Amazonas, durante debate eleitoral (Fotos: Divulgação)
Manaus (AM) – O senador Plínio Valério (PSDB), candidato à reeleição, colocou o ex-governador Wilson Lima (União Brasil) contra a parede durante o debate eleitoral no Amazonas ao questioná-lo sobre o caso da compra de respiradores durante a pandemia de Covid-19.
Plínio citou o processo que envolve a aquisição dos equipamentos e questionou como Wilson pretende exercer um mandato de fiscalização no Senado diante dos questionamentos que ainda cercam sua passagem pelo Governo do Amazonas.
A compra dos respiradores é investigada no âmbito da Operação Sangria. Em 2021, o Superior Tribunal de Justiça recebeu denúncia do Ministério Público Federal contra Wilson Lima por supostos crimes relacionados à aquisição de 28 respiradores. Entre as acusações apresentadas pelo MPF estavam dispensa irregular de licitação, fraude em procedimento licitatório, peculato, liderança em organização criminosa e embaraço às investigações.
O caso voltou ao centro da disputa eleitoral em 2026. Em agosto, Wilson publicou um vídeo para contestar a versão de que os equipamentos teriam sido comprados de uma loja de vinhos. O ex-governador afirmou que a aquisição ocorreu por meio de uma empresa autorizada a comercializar produtos médico-hospitalares e justificou a compra pela emergência provocada pela pandemia.
Plínio cobra coerência na fiscalização
Durante o debate, Plínio usou o episódio para questionar a atuação que Wilson pretende ter no Senado, especialmente em relação à fiscalização de recursos públicos e de atos do Executivo.
O confronto trouxe para o debate uma questão central da campanha de Wilson: como o candidato pretende atuar como fiscalizador no Congresso enquanto sua própria gestão é alvo de questionamentos relacionados a uma compra realizada durante a pandemia.
A controvérsia envolve a aquisição de 28 respiradores pelo Governo do Amazonas. Segundo o STJ, a denúncia do MPF apontou suspeitas de irregularidades na contratação e prejuízo superior a R$ 2 milhões aos cofres públicos.
Wilson nega as acusações. Em manifestações recentes, afirmou que a compra ocorreu em meio à escassez mundial de equipamentos médicos e que os respiradores foram adquiridos de uma importadora autorizada.
O embate entre Plínio e Wilson levou para o debate eleitoral não apenas a discussão sobre o legado do ex-governador, mas também o papel de fiscalização que os candidatos ao Senado afirmam que pretendem exercer em Brasília.
Veja vídeo:
(*) Estagiário sob supervisão do jornalista e editor-chefe Isac Sharlon.
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