Manaus, 18 de setembro de 2026
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Cenário

Vereadores de Maués cobram apuração de áudio que cita convocação de servidores para ato de Roberto Cidade

Gravação atribui à prefeita Macelly Veras (MDB) convocação de servidores e cita ajuda com gasolina para recepcionar o governador.

(Foto: Reprodução /Redes Sociais I Montagem Portal AM1)

Manaus (AM) – A menos de três semanas das eleições, um áudio que circula em grupos de WhatsApp levantou questionamentos sobre a mobilização para receber o governador e candidato à reeleição Roberto Cidade (União Brasil) em Maués, neste sábado (19).

Na gravação, uma mulher apontada como coordenadora do transporte escolar afirma que trabalhadores ligados à Prefeitura estariam sendo convocados para participar da recepção e menciona uma ajuda para custear o deslocamento.

O caso chegou à Câmara Municipal de Maués. Vereadores questionaram se trabalhadores e recursos ligados à administração municipal estariam sendo mobilizados para um evento com a presença de Roberto Cidade, que disputa a permanência no Governo do Amazonas nas eleições de outubro.

Na gravação, a mulher atribui a convocação à prefeita Macelly Veras (MDB) e cita transportadores, professores e outros funcionários.

“A prefeita tá convocando vocês, transportadores, todo o pessoal que trabalha […] Ela quer que vocês venham, que vocês estejam aqui no sábado, na chegada do governador Roberto Cidade”, afirma em trecho do áudio.

A mensagem também menciona uma suposta ajuda para bancar o deslocamento dos participantes.

“Ela vai dar a ajuda pra vocês […] a vinda de vocês e a volta da gasolina”, diz outro trecho.

Convocação vira alvo de questionamentos

O episódio ocorre durante a campanha eleitoral. Roberto Cidade irá a Maués como governador e, ao mesmo tempo, disputa a reeleição ao Governo do Amazonas.

Por isso, os questionamentos apresentados na Câmara se concentram em dois pontos: se trabalhadores ligados à Prefeitura foram convocados pela administração municipal para participar da recepção e de onde sairia o dinheiro para a ajuda com gasolina mencionada no áudio.

Na tribuna, o vereador Rodrigo Bentes (MDB) defendeu a apuração do caso e afirmou que uma eventual utilização da estrutura pública para beneficiar uma candidatura poderia representar irregularidade eleitoral.

Segundo a Lei das Eleições, agentes públicos não podem usar bens ou serviços custeados pelo poder público em benefício de candidatos. A legislação também proíbe o uso dos serviços de servidores do Poder Executivo em campanha durante o horário normal de expediente, salvo quando o trabalhador estiver licenciado.

Rodrigo Bentes também cobrou explicações sobre a ajuda com combustível mencionada na gravação. O parlamentar comparou a possível oferta de gasolina para o deslocamento até a recepção com dificuldades enfrentadas por moradores que, segundo ele, precisam de apoio para transporte funerário, escolar e de pacientes.

O vereador Simildon Rocha também se manifestou durante a sessão e orientou trabalhadores que eventualmente estejam sendo pressionados a participar da recepção a procurar a Justiça Eleitoral.

“Se estão sendo ameaçados ou convocados, vocês não são obrigados. Nos procurem, procurem o cartório eleitoral, se isso estiver acontecendo”, afirmou.

Confira:

 

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