Coronel Vinícius Almeida, candidato a deputado estadual e ex-secretário de Segurança Pública do Amazonas (Foto Divulgação)
Manaus (AM) — Alvo de uma operação de busca e apreensão realizada pela Polícia Federal nesta quinta-feira (1º), o ex-secretário de Segurança Pública do Amazonas e candidato a deputado estadual, coronel Vinícius Almeida, afirmou que a investigação é de natureza eleitoral e negou ter cometido irregularidades.
A operação cumpriu mandados na sede da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) e em endereços ligados ao ex-secretário. Segundo informações preliminares, a investigação apura possível uso de servidores e veículos da estrutura da Segurança Pública em benefício de campanha eleitoral.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, Vinícius afirmou que se afastou da SSP-AM em março para disputar as eleições. Ele também destacou seus 32 anos de serviço público e disse nunca ter sido acusado de crime.
“Eu me distanciei da Secretaria de Segurança lá no mês de março, justamente para concorrer ao cargo de deputado estadual”, declarou.
O candidato também afirmou confiar na atuação da Justiça Eleitoral e elogiou a conduta dos policiais federais durante o cumprimento das medidas.
“Eu acredito muito na Justiça Eleitoral. E lá nós provaremos que nada estamos fazendo de errado, porque verdadeiramente não estamos”, afirmou.
Vinícius ainda classificou a operação como parte do processo eleitoral e disse que a ação não deverá interromper sua campanha. A três dias do primeiro turno, o candidato pediu votos e associou a operação ao crescimento de sua candidatura.
“Se estão batendo é porque a gente está crescendo e eu vou continuar trabalhando”, disse.
Ao final do pronunciamento, Vinícius pediu votos para a candidatura e afirmou que pretende continuar a campanha até o domingo (4).
Investigação
A ação da PF é conduzida no âmbito da Justiça Eleitoral. O Ministério Público do Amazonas informou que auxiliou na execução da operação após informações encaminhadas por setores do próprio órgão ao Ministério Público Federal, responsável por requerer a medida. A condução é do Ministério Público Eleitoral.
Até o momento, a investigação busca esclarecer se houve utilização da estrutura pública para fins eleitorais e identificar eventuais envolvidos. A operação não representa, por si só, conclusão sobre responsabilidade ou prática de crime pelos investigados.
(*) Estagiário sob supervisão do jornalista e editor-chefe Isac Sharlon
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