Manaus, 2 de outubro de 2026
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Cenário

MDB projeta até 4 vagas na Aleam e pode ter dois ‘virtuais eleitos’

Thiago Abrahim e Cristiano D’Angelo aparecem na frente, enquanto quatro nomes disputam espaço pelas demais cadeiras da legenda.

Deputados Thiago Abrahim e Cristiano D’Angelo (Foto: Divulgação)

Manaus (AM) – Na corrida pelas 24 cadeiras da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), o MDB aparece com uma das nominatas mais competitivas do pleito. Na projeção do analista político Durango Duarte, a legenda pode conquistar entre três e quatro vagas na próxima legislatura.

A análise divide a disputa interna do partido em dois grupos: de um lado, os atuais deputados estaduais Thiago Abrahim e Cristiano D’Angelo, apontados como “virtuais eleitos”; de outro, quatro candidatos que disputam as demais vagas.

Dentro da nominata do MDB, Thiago Abrahim e Cristiano D’Angelo são apontados como os dois nomes mais consolidados na projeção. A vantagem dos parlamentares está relacionada à estrutura política construída durante o mandato e à presença em suas respectivas bases eleitorais.

Com a estimativa de três a quatro cadeiras para o MDB, a disputa mais apertada fica concentrada nas vagas seguintes.

Quatro nomes na briga pelas demais cadeiras

A disputa interna reúne candidatos com bases eleitorais distintas e forte concentração regional. David Bemerguy concentra sua força política no Alto Solimões. Ex-vereador de Benjamin Constant por três mandatos, também exerceu dois mandatos como vice-prefeito e posteriormente foi eleito prefeito por dois mandatos consecutivos.

Felipe Lobo busca votos principalmente em Humaitá e na região Sul do Amazonas. Ele é irmão do prefeito Dedei Lobo e tenta transformar a força política da região em uma cadeira na Aleam. Kennedy Marques Protetor concentra sua atuação eleitoral em Manaus, disputando espaço com candidatos que possuem bases consolidadas na capital.

Já Matheus Garcia aparece como uma candidatura alternativa dentro da nominata. A projeção considera que seu desempenho na reta final da campanha poderá determinar se conseguirá entrar na disputa efetiva pelas cadeiras.

Com dois nomes apontados como “virtuais eleitos”, a principal disputa dentro do MDB passa a ser pela terceira cadeira. A eventual conquista de uma quarta vaga dependerá ainda do desempenho coletivo da legenda e da distribuição das chamadas sobras eleitorais.

Isso faz com que a votação dos quatro candidatos tenha importância não apenas individual. Quanto maior for a votação total do MDB, maior será a possibilidade de o partido ampliar sua representação na Assembleia.

Sistema proporcional pode mudar o cenário

A quantidade definitiva de cadeiras do MDB não depende apenas dos votos recebidos individualmente por cada candidato. O sistema proporcional considera a votação total da legenda para calcular o número de vagas conquistadas. Depois, as sobras eleitorais podem alterar a composição final.

Por isso, a projeção de três a quatro cadeiras representa um cenário eleitoral e não o resultado antecipado da eleição. Na prática, enquanto Thiago Abrahim e Cristiano D’Angelo aparecem na dianteira da análise, David Bemerguy, Felipe Lobo, Kennedy Marques Protetor e Matheus Garcia disputam espaço para completar a bancada do MDB na Aleam.

A projeção é um cenário eleitoral e não representa resultado antecipado das urnas. A composição definitiva da Aleam será conhecida somente após a votação e os cálculos oficiais da Justiça Eleitoral.

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