Manaus, 5 de outubro de 2026
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Manaus, 5 de outubro de 2026

Cenário

Pauderney amarga nova suplência e despenca nas urnas em 2026

Com 38.250 votos, ex-deputado ficou atrás de Átila Lins e Sidney Leite no PSD e acumula cinco derrotas em dez eleições.

Pauderney Avelino (Foto: Câmara dos Deputados/Divulgação)

Manaus (AM) –Pauderney Avelino sofreu mais um revés nas urnas e terminou as Eleições 2026 novamente na suplência. Candidato a deputado federal pelo PSD, o ex-parlamentar recebeu 38.250 votos e ficou atrás de Átila Lins e Sidney Leite na nominata do partido, que conquistou duas das oito cadeiras do Amazonas na Câmara dos Deputados.

O resultado aprofunda a queda eleitoral de Pauderney. Em 2014, quando foi eleito para o quarto mandato consecutivo naquele ciclo, ele recebeu 103.904 votos. Quatro eleições depois, em 2026, terminou com pouco mais de um terço daquela votação. A diferença é de 65.654 votos a menos, uma queda de aproximadamente 63% em relação a 2014.

De 103 mil a 38 mil votos

A trajetória recente mostra uma redução contínua da votação. Em 2014, Pauderney conquistou 103.904 votos e foi eleito. Em 2018, caiu para 72.358 e terminou como suplente. Em 2022, recebeu 52.014 votos, novamente sem conquistar uma cadeira direta. Agora, em 2026, chegou a 38.250 votos.

Entre 2022 e 2026, a perda foi de 13.764 votos, redução de aproximadamente 26,5%. O tombo fica ainda mais evidente quando comparado ao auge recente. Entre 2014 e 2026, Pauderney perdeu cerca de 63,2% da votação.

A queda ocorre mesmo depois de o político ter voltado a exercer mandato na Câmara como suplente na legislatura iniciada em 2023. Pauderney assumiu o cargo em janeiro de 2024 em razão do afastamento de Fausto Júnior e voltou a ocupar a cadeira em diferentes períodos até março de 2026.

Cinco vitórias e cinco derrotas

O resultado de 2026 deixou o histórico eleitoral de Pauderney praticamente dividido ao meio.

Desde 1994, foram dez eleições disputadas. Ele venceu cinco:

  • 1994 – deputado federal: 35.232 votos;
  • 1998 – deputado federal: 59.037 votos;
  • 2002 – deputado federal: 75.029 votos;
  • 2010 – deputado federal: 100.199 votos;
  • 2014 – deputado federal: 103.904 votos.

Nas outras cinco, não conseguiu uma cadeira:

  • 2006 – senador: 289.234 votos, mas não foi eleito;
  • 2012 – prefeito de Manaus: 26.731 votos;
  • 2018 – deputado federal: 72.358 votos, suplente;
  • 2022 – deputado federal: 52.014 votos, suplente;
  • 2026 – deputado federal: 38.250 votos, suplente.

O histórico, portanto, termina 2026 com cinco vitórias e cinco derrotas, mas com uma diferença importante: as derrotas mais recentes vieram acompanhadas de uma sequência de queda na votação.

Nova suplência vira símbolo da perda de espaço

Pauderney já foi um dos nomes mais longevos da bancada amazonense na Câmara. Exerceu mandatos entre 1991 e 2007 e voltou ao Congresso em 2011, permanecendo até 2019. Também ocupou a função de suplente na legislatura 2023–2027. Agora, pela terceira eleição consecutiva em que concorreu à Câmara, ele não conseguiu uma cadeira titular.

A situação chama atenção porque, em 2014, Pauderney ultrapassou a marca de 100 mil votos e terminou entre os principais nomes da bancada federal do Amazonas. Em 2018, caiu para 72 mil; em 2022, para 52 mil; e, agora, para 38 mil. A candidatura de 2026, portanto, não apenas terminou sem mandato. Ela confirmou uma tendência de perda de força eleitoral que já vinha sendo desenhada desde 2018.

E depois das urnas?

Até o momento, não foi localizado um pronunciamento público de Pauderney nas redes sociais comentando o resultado das eleições de 2026 nas buscas realizadas pelo Portal AM1. Aos 72 anos, Pauderney deixa as urnas de 2026 com uma situação bem diferente daquela vivida uma década antes: de mais de 100 mil votos e mandato garantido em 2014 para 38.250 votos e uma nova suplência em 2026.

O resultado coloca mais um ponto de interrogação sobre o espaço que o ex-deputado ainda ocupa na política amazonense e se a suplência será suficiente para mantê-lo novamente no Congresso.

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