Manaus, 5 de outubro de 2026
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Manaus, 5 de outubro de 2026

Cenário

Sonho de ser suplente de senador acaba para Toniza

Alessandro Toniza era o primeiro suplente da chapa de Alberto Neto, mas a derrota do candidato do PL fez o sonho de chegar ao Senado acabar antes da hora.

Alessandro Toniza, primeiro suplente de Alberto Neto na disputa pelo Senado, fica sem a cadeira após a derrota do candidato do PL (Foto: Divulgação)

Manaus (AM) – A derrota de Capitão Alberto Neto (PL) na disputa pelo Senado também fechou a porta para o primeiro suplente da chapa, Alessandro Toniza. O empresário, que ocupava a primeira posição na suplência, não terá cadeira no Senado a partir de 2027 porque o titular não conseguiu ser eleito.

Alberto Neto terminou a eleição em terceiro lugar no Amazonas, com 909.155 votos, equivalentes a 23,66% dos votos válidos. Eduardo Braga (MDB) e Plínio Valério (PSDB) ficaram com as duas vagas em disputa.

Na prática, o resultado também interrompe a possibilidade de Toniza chegar ao Senado por uma eventual substituição. A suplência só produz efeitos quando o candidato titular é eleito e ocorre uma situação prevista em lei para convocação do suplente. Com Alberto Neto fora da lista dos eleitos, não há mandato de senador a ser ocupado pela chapa.

De Bronze a Toniza

Alessandro Toniza entrou na eleição de 2026 com uma mudança no próprio nome político. O empresário, cujo nome civil é Alessandro Bronze Toniza, passou a aparecer nas urnas como Alessandro Toniza. A alteração marcou o retorno ao cenário eleitoral depois de uma primeira experiência em 2016.

Naquele ano, ele disputou a Prefeitura de Manaus como candidato a vice-prefeito na chapa encabeçada por Henrique Oliveira. Em 2026, dez anos depois, reapareceu em uma chapa majoritária, desta vez como primeiro suplente de Alberto Neto. A candidatura foi registrada oficialmente pelo Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas. Toniza figurava como 1º suplente, enquanto Mário Bastos ocupava a segunda suplência.

Uma suplência que não virou passaporte para Brasília

A composição da chapa ganhou atenção ainda durante a campanha. Reportagens sobre a escolha destacaram a trajetória empresarial de Toniza e sua proximidade com setores econômicos do Amazonas. O próprio Alberto Neto foi questionado sobre a escolha e defendeu publicamente os critérios adotados para a composição da chapa.

Toniza também chamou atenção pelo patrimônio declarado à Justiça Eleitoral. Segundo os dados de candidatura, declarou R$ 23,44 milhões em bens, valor muito superior aos R$ 655,4 mil declarados por Alberto Neto. Mas patrimônio, articulação e posição de destaque na chapa não foram suficientes para transformar a candidatura em mandato.

Alberto escolheu o risco e perdeu a cadeira

A derrota de Alberto Neto tem um efeito adicional: ele decidiu não disputar a reeleição para deputado federal e apostou diretamente em uma das duas vagas disponíveis no Senado. A estratégia terminou sem mandato. Alberto havia sido eleito deputado federal em 2018, com mais de 107 mil votos, e reeleito em 2022 com mais de 147 mil votos, a segunda maior votação do Amazonas naquele pleito. Em 2024, também disputou a Prefeitura de Manaus e chegou ao segundo turno, mas perdeu para David Almeida.

Em 2026, a aposta foi novamente majoritária. Desta vez, porém, os 909 mil votos não bastaram para colocá-lo entre os dois eleitos. Plínio Valério terminou à frente e ficou com a segunda cadeira.

O sonho do Senado fica para depois

Para Toniza, o resultado é ainda mais direto: a suplência não se transforma em mandato. Sem Alberto Neto eleito, não existe cadeira da chapa para o primeiro suplente ocupar em 2027. O empresário volta, portanto, à condição de liderança política sem mandato eletivo. A eleição que poderia colocá-lo no Senado termina sem a cadeira que dependia, primeiro, da vitória do titular.

Alberto Neto, por sua vez, encerra o mandato de deputado federal sem conquistar a vaga no Senado e ficará sem mandato eletivo na próxima legislatura. A aposta de trocar uma cadeira garantida na Câmara por uma disputa de maior alcance terminou com o candidato em terceiro lugar e a chapa inteira fora do Senado.

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