Manaus, 6 de outubro de 2026
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Manaus, 6 de outubro de 2026

Política

Michel Temer entra no palanque de Flávio Bolsonaro no 2º turno

Ex-presidente foi vice de Dilma e responsável pela indicação de Alexandre de Moraes ao STF em 2017.

(Foto: Divulgação/Reprodução Redes Socais I Montagem Portal AM1)

Manaus (AM) – O ex-presidente Michel Temer (MDB), que foi vice de Dilma Rousseff (PT) e indicou Alexandre de Moraes para o Supremo Tribunal Federal (STF), declarou nesta segunda-feira (5) apoio a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial. A manifestação é pessoal e ocorre em um momento em que o candidato bolsonarista tem colocado o Supremo e a atuação de seus ministros no centro de seu discurso eleitoral.

Temer publicou nas redes sociais uma nota e um vídeo em que associou o resultado do primeiro turno a um desejo de “mudança” e “renovação” por parte do eleitorado.

“A sociedade não quer fórmulas repetidas e discursos grosseiros. Quer novas ideias, novas atitudes, novos projetos e um caminho diferente. Quer, portanto, reconexão. E reconexão é Flávio”, afirmou o ex-presidente.

O apoio chama atenção também pelo histórico político de Temer. Ele foi eleito vice-presidente de Dilma Rousseff em 2010 e novamente em 2014. Após o impeachment da petista, assumiu definitivamente a Presidência da República em agosto de 2016 e permaneceu no cargo até 2019.

Foi durante seu governo que Temer indicou, em 2017, Alexandre de Moraes para o STF. Moraes ocupou a vaga deixada pelo ministro Teori Zavascki, morto em um acidente aéreo.

A indicação ganha peso no segundo turno porque Flávio Bolsonaro tem adotado críticas à atuação do Supremo em sua campanha. No discurso após a confirmação da segunda etapa, o candidato afirmou que pretende indicar quatro ministros para a Corte e disse que eles não poderão, segundo suas palavras, “tentar interferir em eleições”.

O contraste político está no apoio do ex-presidente que participou de um governo de centro e foi responsável pela indicação de um dos ministros mais criticados pelo bolsonarismo nos últimos anos.

Apesar da declaração de Temer, o MDB não anunciou apoio oficial a nenhum dos candidatos. A manifestação do ex-presidente, portanto, não representa uma decisão nacional da legenda, que liberou seus filiados para escolherem individualmente no segundo turno.

O movimento de Temer ocorre enquanto Flávio tenta ampliar seu campo de alianças. Além do ex-presidente, o candidato do PL recebeu nesta segunda-feira o apoio de Romeu Zema (Novo) e se reuniu com aliados para discutir a estratégia da campanha para a segunda etapa.

A campanha também busca aproximação com partidos como União Brasil, PP e Republicanos, que não haviam formado uma aliança nacional com o PL no primeiro turno.

Agora, com o apoio de figuras de diferentes campos políticos, Flávio entra no segundo turno diante de um desafio: transformar alianças individuais em uma frente política mais ampla, sem deixar de lado as pautas que marcaram sua campanha no primeiro turno.

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