Lago seco na cidade de Manaus, em outubro do ano passado (Fonte: Alberto César Araújo/Amazônia Real / Agência Senado)
Manaus (AM) – A seca na Amazônia pode atravessar o chamado inverno amazônico e continuar até março de 2027. A previsão está relacionada à influência do El Niño, que pode manter o regime de chuvas irregular e as temperaturas acima da média nos próximos meses.
No Amazonas, o cenário preocupa principalmente pela possível demora na recuperação dos rios. Com menos chuva e temperaturas elevadas, comunidades ribeirinhas podem enfrentar dificuldades de transporte, abastecimento e acesso a serviços básicos. A estiagem prolongada também pode aumentar o risco de queimadas, especialmente em períodos de baixa umidade e calor intenso.

Super El Niño deve atingir o pico entre novembro e dezembro de 2026 (Foto: Reprodução/ Magnific)
Seca pode se estender pelo inverno amazônico
A previsão não significa que a região ficará sem chuva. Pancadas devem continuar ocorrendo, mas podem ser insuficientes para recuperar os níveis dos rios e recompor a umidade do solo. As projeções apontam novembro de 2026 a janeiro de 2027 como o período mais crítico. Mesmo depois disso, os efeitos da estiagem podem permanecer até março.
A duração e a intensidade da seca, porém, dependerão do comportamento das chuvas nos próximos meses. Para o Amazonas, uma recuperação mais lenta dos rios pode manter impactos sobre a navegação e a rotina de comunidades que dependem diretamente dos cursos d’água.
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