Manaus, 8 de outubro de 2026
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Manaus, 8 de outubro de 2026

Cidades

Após semanas de incêndios, Governo usa avião-pipa para combater fogo no Cacau Pirêra

Reforço aéreo ocorre após novos focos atingirem a região de Iranduba e fumaça avançar sobre Manaus.

Avião-pipa usado no combate a incêndios no Amazonas (Foto Divulgação)

(Foto: Divulgação)

Manaus (AM) — Depois de uma sequência de incêndios na região do Distrito de Cacau Pirêra, em Iranduba, o Governo do Amazonas passou a utilizar aeronave no combate às chamas. O reforço ocorre após novos episódios de fogo atingirem áreas de vegetação e a fumaça voltar a avançar em direção a Manaus.

O episódio mais recente, iniciado em 30 de setembro às margens da AM-070, mobilizou bombeiros e viaturas para conter as chamas. O incêndio chegou a ter uma área de influência estimada em 453,43 hectares, segundo dados do Painel do Fogo, do Censipam. O órgão ressalta que esse número não significa que toda a extensão tenha sido efetivamente consumida pelo fogo.

A dimensão da ocorrência exigiu reforço das equipes. O Corpo de Bombeiros chegou a mobilizar mais de 130 militares e 16 viaturas durante a operação de combate.

Fogo volta a pressionar a região

O uso de aeronave ocorre em um cenário de recorrência de incêndios na região. O fogo registrado no fim de setembro não foi um episódio isolado: equipes já haviam sido acionadas anteriormente para combater incêndios nas proximidades do Cacau Pirêra.

A repetição dos focos aumenta a pressão sobre as equipes terrestres, especialmente em áreas de vegetação de difícil acesso.

Em 2023, o próprio Governo do Amazonas já havia recorrido a uma operação com aeronaves para combater um incêndio de grandes proporções no Cacau Pirêra. Na ocasião, helicópteros equipados com bambi-bucket e um avião Air Tractor foram utilizados no lançamento de água e no apoio às equipes em solo.

O histórico mostra que o Distrito de Cacau Pirêra não é uma área nova no mapa de combate aos incêndios florestais do Amazonas.

Fumaça chega novamente a Manaus

Além do avanço das chamas, o incêndio voltou a produzir um efeito que ultrapassa os limites de Iranduba: a fumaça chegou à capital.

Durante o incêndio iniciado em 30 de setembro, uma grande coluna de fumaça foi vista de diferentes pontos de Manaus. Dados de monitoramento também indicaram piora da qualidade do ar em áreas próximas ao incêndio.

O cenário reacende a preocupação com os efeitos das queimadas sobre a população da Região Metropolitana, especialmente durante o período de estiagem.

Combate aéreo vira reforço contra novos focos

A utilização da aeronave busca atacar justamente um dos principais obstáculos do combate em áreas de mata: chegar aos focos que são difíceis de alcançar por terra.

A estratégia permite lançar água diretamente sobre as chamas e reduzir a intensidade do fogo para facilitar o trabalho das equipes terrestres. Esse modelo já foi empregado pelo Estado em operações anteriores na região, inclusive com equipamentos bambi-bucket.

O desafio agora é evitar que novos focos voltem a transformar Cacau Pirêra em mais um ponto recorrente de fumaça para Iranduba e Manaus.

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