(Foto: Reprodução/ Redes Sociais)
Manaus (AM) – Um incêndio de grandes proporções atingiu, nesta quarta-feira (30), uma área de vegetação entre os quilômetros 3 e 4 da rodovia AM-070, no distrito de Cacau Pirêra, em Iranduba, na Região Metropolitana de Manaus. O fogo consumiu 441,32 hectares, segundo dados do Painel do Fogo, do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam), e provocou uma grande coluna de fumaça que chegou a diferentes pontos da capital.
O combate mobilizou 10 viaturas e 24 militares do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM). Até o momento, não há registro de feridos e as causas do incêndio ainda não foram oficialmente concluídas.
O impacto, porém, ultrapassou a área atingida pelas chamas. A fumaça chegou a Manaus e provocou piora significativa na qualidade do ar. No bairro Compensa, próximo à ponte que liga a capital a Iranduba, o índice de poluição chegou a 234,5 µg/m³, por volta das 19h30, nível classificado como péssimo pelo Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva).
Diante da situação, a Defesa Civil do Amazonas emitiu alerta de risco severo para a qualidade do ar e recomendou que a população evite exposição à fumaça, reduza atividades ao ar livre e utilize máscara quando necessário.
Segundo incêndio em menos de uma semana
O novo incêndio também chama atenção porque ocorre menos de uma semana após outro grande foco registrado na mesma região. Na ocorrência anterior, cerca de 700 hectares de vegetação foram atingidos pelo fogo.
Na ocasião, o CBMAM empregou 15 viaturas, 35 bombeiros e mais de 150 mil litros de água no combate às chamas.
A repetição do problema levanta dúvidas sobre a origem do novo incêndio e sobre a possibilidade de o fogo ter relação com a ocorrência anterior. O CBMAM ainda não confirmou se houve reignição no local.
Durante o combate desta quarta-feira, equipes de análise da corporação identificaram árvores queimadas que apresentavam sinais de corte anterior ao incêndio.
Segundo o comandante do CBMAM, coronel Muniz, a vegetação teria sido cortada e deixada para secar antes do início das chamas. Para o oficial, o padrão encontrado levanta a hipótese de que o fogo tenha sido provocado de maneira deliberada.
“Todas as árvores queimadas apresentavam essa característica, elas foram previamente cortadas”, afirmou o comandante à imprensa local.
O coronel acrescentou que, na avaliação inicial da corporação, os indícios encontrados apontam para um incêndio intencional.
A constatação, caso seja confirmada pelas investigações, aumenta a pressão para identificar quem teria provocado o fogo e qual seria a finalidade da área previamente desmatada.
Enquanto o combate às chamas continua, o episódio deixa um efeito que vai além dos 441 hectares de vegetação atingidos: a fumaça chegou à capital e levou a qualidade do ar a níveis considerados péssimos. O caso também ocorre poucos dias depois de outro incêndio de grandes proporções na mesma região, reforçando a necessidade de esclarecer a origem dos focos e as circunstâncias que permitiram a repetição do problema.
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