Manaus, 14 de outubro de 2026
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Manaus, 14 de outubro de 2026

Cidades

Homem tem prisão preventiva decretada por maltratar cão no AM

Testemunha afirma que suspeito golpeou o cachorro com madeira, amarrou o animal e jogou o corpo na água.

Registro do crime contra o cachorro. (Foto: Reprodução/Redes sociais)

Careiro Castanho (AM) – A Justiça determinou a prisão preventiva de um homem suspeito de matar um cachorro com golpes de madeira e jogar o corpo do animal na água, em Careiro Castanho, no interior do Amazonas. A decisão foi tomada após audiência de custódia acompanhada pelo Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM).

O caso ocorreu na manhã de segunda-feira (12), na comunidade Nossa Senhora de Nazaré, no Lago do Purupuru, zona rural do município. O homem foi autuado em flagrante por maus-tratos a animais, crime previsto no artigo 32 da Lei nº 9.605/1998.

Segundo os registros policiais anexados ao processo, a Polícia Militar chegou ao local por via fluvial, acompanhada de profissionais da área veterinária. Uma testemunha relatou que o suspeito teria atingido o cachorro várias vezes com um pedaço de madeira, amarrado o animal com uma corda e, em seguida, lançado o corpo na água.

A testemunha também informou ter gravado dois vídeos da ocorrência. O corpo do cachorro foi encontrado posteriormente pela equipe de proteção animal, que identificou uma lesão na cabeça. Conforme os registros, o corpo já estava sendo consumido por peixes. O processo inclui ainda documentos referentes ao exame pericial realizado no animal.

Suspeito alegou que cachorro matou carneiros

Após a ocorrência, o homem foi levado à 34ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP) de Careiro Castanho, onde foi autuado em flagrante.

De acordo com o auto de prisão, ele teria declarado que matou o cachorro porque o animal havia atacado seus carneiros. O suspeito também teria afirmado que jogou o corpo na água, próximo ao flutuante onde estava.

A prisão preventiva foi determinada com base na gravidade dos fatos, na garantia da ordem pública e na necessidade de assegurar a instrução criminal.

MPAM acompanha o caso

O Ministério Público acompanha o processo por meio do promotor de Justiça Caio Lúcio Fenelon Assis Barros. Segundo o promotor, a apuração deve considerar a gravidade da violência relatada e a responsabilização do suspeito, respeitando as garantias legais.

“A violência praticada contra animais não pode ser tratada como um fato de menor importância”, afirmou Caio Fenelon, ao defender a investigação e a responsabilização em casos de maus-tratos.