Registro do crime contra o cachorro. (Foto: Reprodução/Redes sociais)
O caso ocorreu na manhã de segunda-feira (12), na comunidade Nossa Senhora de Nazaré, no Lago do Purupuru, zona rural do município. O homem foi autuado em flagrante por maus-tratos a animais, crime previsto no artigo 32 da Lei nº 9.605/1998.
Segundo os registros policiais anexados ao processo, a Polícia Militar chegou ao local por via fluvial, acompanhada de profissionais da área veterinária. Uma testemunha relatou que o suspeito teria atingido o cachorro várias vezes com um pedaço de madeira, amarrado o animal com uma corda e, em seguida, lançado o corpo na água.
A testemunha também informou ter gravado dois vídeos da ocorrência. O corpo do cachorro foi encontrado posteriormente pela equipe de proteção animal, que identificou uma lesão na cabeça. Conforme os registros, o corpo já estava sendo consumido por peixes. O processo inclui ainda documentos referentes ao exame pericial realizado no animal.
Suspeito alegou que cachorro matou carneiros
Após a ocorrência, o homem foi levado à 34ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP) de Careiro Castanho, onde foi autuado em flagrante.
De acordo com o auto de prisão, ele teria declarado que matou o cachorro porque o animal havia atacado seus carneiros. O suspeito também teria afirmado que jogou o corpo na água, próximo ao flutuante onde estava.
A prisão preventiva foi determinada com base na gravidade dos fatos, na garantia da ordem pública e na necessidade de assegurar a instrução criminal.
MPAM acompanha o caso
O Ministério Público acompanha o processo por meio do promotor de Justiça Caio Lúcio Fenelon Assis Barros. Segundo o promotor, a apuração deve considerar a gravidade da violência relatada e a responsabilização do suspeito, respeitando as garantias legais.
“A violência praticada contra animais não pode ser tratada como um fato de menor importância”, afirmou Caio Fenelon, ao defender a investigação e a responsabilização em casos de maus-tratos.
(*) Com informações da assessoria
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