(Foto: Ricardo Stuckert/ PR)
Manaus (AM) – Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito presidente da República neste domingo (25), após vencer Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das Eleições 2026. Com 99,73% das urnas apuradas, Lula recebeu 1.135.044 votos, o equivalente a 54,00% dos votos válidos, segundo a totalização divulgada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O resultado confirma a permanência do petista na Presidência e consolida uma virada eleitoral em uma disputa marcada pela polarização política e pelo confronto entre dois projetos distintos para o país.

No primeiro turno, realizado em 4 de outubro, Flávio Bolsonaro terminou na primeira colocação, com 56.104.268 votos, correspondentes a 47,03% dos votos válidos. Lula ficou em segundo lugar, com 53.876.617 votos, o equivalente a 45,16%. A diferença de aproximadamente 2,23 milhões de votos colocou os dois candidatos na disputa final pelo Palácio do Planalto.
A inversão do resultado no segundo turno representa uma mudança no quadro eleitoral da primeira etapa, quando o candidato do PL havia terminado à frente do atual presidente.
Proposta e compromisso de campanha
Durante a campanha, Lula defendeu a continuidade de políticas sociais e apresentou propostas voltadas à geração de emprego, à valorização dos salários e à ampliação dos investimentos públicos.
Entre os compromissos apresentados pelo petista estão a redução da jornada semanal de trabalho para 40 horas sem diminuição salarial, o fim da escala 6×1, a manutenção da política de valorização real do salário mínimo e o reforço da proteção aos trabalhadores de aplicativos.
Na área social, o candidato defendeu a continuidade do Bolsa Família, a ampliação do Minha Casa, Minha Vida e o fortalecimento de iniciativas de combate à fome e à desigualdade. Para a educação, propôs dar continuidade ao programa Pé-de-Meia e ampliar o ensino integral e a rede de institutos federais.
Na saúde, as propostas incluem a ampliação do Mais Médicos e melhorias no acesso aos serviços do Sistema Único de Saúde (SUS). Na economia, Lula defendeu investimentos em infraestrutura, estímulo à reindustrialização e medidas para fortalecer pequenos empreendedores.
Na segurança pública, o plano prevê maior integração entre União, estados e municípios, além do enfrentamento às organizações criminosas por meio de investigações financeiras e bloqueio de patrimônio. Na área ambiental, o candidato reafirmou compromissos de combate ao desmatamento e às queimadas.

(Foto: Ricardo Stuckert/ PR)
Desafios do novo mandato
Com a reeleição, Lula terá de enfrentar desafios econômicos e sociais que incluem o controle das contas públicas, a geração de empregos, a preservação do poder de compra da população e a redução das desigualdades.
A execução das propostas dependerá, em parte, da capacidade de articulação do governo com o Congresso Nacional e os governos estaduais. Medidas como a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1 exigem debate legislativo, enquanto a ampliação de programas sociais e investimentos públicos depende de planejamento orçamentário.
O custo de vida, especialmente dos alimentos, a qualidade dos serviços de saúde e educação e o enfrentamento da criminalidade também deverão permanecer entre os temas de maior cobrança sobre o governo federal.
Na área ambiental, o desafio será transformar as metas de combate ao desmatamento em ações de fiscalização, prevenção e proteção dos biomas, conciliando a preservação ambiental com as atividades econômicas.
A votação definitiva, a diferença entre os candidatos e os índices de comparecimento, abstenção, votos brancos e nulos serão atualizados com os dados oficiais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
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