URNA eletrônica. (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)
Manaus (AM) – O segundo turno das Eleições 2026 também foi marcado pela circulação de informações distorcidas nas redes sociais. Neste domingo (25), o Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) precisou esclarecer duas situações envolvendo a Escola Estadual Osmar Pedrosa, no bairro Cidade Nova, Zona Norte de Manaus, após relatos levantarem suspeitas sobre o funcionamento da votação.
Uma das publicações afirmava que um idoso teria recebido o comprovante de votação sem registrar o voto. A versão, porém, não corresponde ao esclarecimento apresentado pela Justiça Eleitoral, que relatou uma ocorrência envolvendo um eleitor com sinais de embriaguez.
Segundo o TRE-AM, o homem entrou normalmente na cabine, digitou um número diferente daquele correspondente ao candidato em quem pretendia votar e, após confirmar a escolha, tentou desfazer o procedimento. O problema é que, uma vez confirmado o voto na urna eletrônica, não é possível alterá-lo.
Diante da insistência do eleitor, a equipe responsável e o promotor eleitoral registraram o episódio em vídeo. A ocorrência também foi formalizada na ata da seção e encaminhada à Justiça Eleitoral. A polícia precisou intervir para retirar o homem do prédio.
O caso evidencia como situações pontuais dentro dos locais de votação podem ganhar versões próprias nas redes sociais antes mesmo de os fatos serem devidamente esclarecidos. Em um dia decisivo para a disputa eleitoral, relatos sem contexto podem alimentar desconfiança sobre o processo de votação.
TRE-AM desmente suposta troca de urna por defeito no ar-condicionado
Outra versão que circulou na internet apontava que uma urna eletrônica teria sido transferida para outra sala por causa do calor provocado por um defeito no ar-condicionado. Mais uma vez, o tribunal contestou a informação.
Segundo o TRE-AM, nenhuma seção eleitoral foi transferida. A medida adotada foi o transporte de um aparelho de ar-condicionado de janela, retirado de uma sala desocupada e instalado no ambiente onde o equipamento apresentava defeito.
O órgão afirmou que o procedimento não exigiu mudanças na estrutura de votação aprovada pela equipe técnica. Ou seja, a movimentação envolveu um equipamento de climatização, e não a transferência da urna eletrônica ou da seção eleitoral, como sugeriam as publicações.
Os dois esclarecimentos expõem o desafio da Justiça Eleitoral diante da disseminação de suspeitas durante a votação: separar ocorrências reais de interpretações equivocadas e informações que circulam sem a devida contextualização.
Até que os fatos sejam apurados e confirmados, transformar episódios isolados em acusações de irregularidade pode comprometer a compreensão do eleitor sobre o que efetivamente aconteceu nos locais de votação.
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