Manaus registra o pior índice de qualidade do ar do Brasil, em meio à forte presença de fumaça (Foto: Divulgação)
Manaus (AM) — A fumaça voltou a encobrir Manaus nesta quarta-feira (28) e colocou a capital amazonense novamente entre as cidades com pior qualidade do ar do Brasil. Dados da plataforma IQAir apontaram Índice de Qualidade do Ar (AQI) de 148 durante a manhã, classificação considerada prejudicial para grupos sensíveis.
O monitoramento indica que o principal poluente é o material particulado fino, conhecido como PM2,5, formado por partículas que podem ser transportadas pela fumaça e penetrar profundamente no sistema respiratório.
A situação também foi identificada pelo Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (SELVA), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA). Em um dos pontos monitorados na capital, no bairro Morro da Liberdade, na Zona Sul, a concentração de partículas chegou a 81,8 µg/m³ durante o período da manhã.

Qualidade do ar no Amazonas (Fonte: SELVA/UEA)
Os dados do SELVA mostram que a piora não ficou restrita a um único ponto de Manaus. Diferentes áreas da cidade apresentaram níveis de poluição classificados entre moderados, ruins e muito ruins. As medições variam de acordo com o local e o horário da coleta.

Manaus lidera ranking das cidades mais poluídas do Brasil nesta quarta-feira (28), com AQI de 152 (Foto: Divulgação/ Selva)
Interior também registra níveis elevados
A poluição atmosférica também atinge municípios do interior do Amazonas. Entre os registros divulgados pelo monitoramento estão Iranduba, com 106,5 µg/m³; Maués, com 88,4 µg/m³; Itacoatiara, com 73,4 µg/m³; e Urucurituba, com 60,2 µg/m³.
Em outros pontos do estado, também foram observadas concentrações elevadas de partículas, mostrando que a deterioração da qualidade do ar ocorre de forma regional e não apenas na capital.
A situação também tem sido observada em municípios próximos e em áreas do Pará. As queimadas registradas no sul do Pará, especialmente na região de Itaituba, são apontadas como um dos fatores que podem contribuir para o deslocamento da fumaça em direção ao Amazonas.
Fumaça exige atenção à saúde
A presença de PM2,5 em concentrações elevadas preocupa principalmente crianças, idosos e pessoas com problemas respiratórios ou cardiovasculares. A exposição à fumaça pode agravar sintomas e aumentar o risco de complicações respiratórias.
Com a piora da qualidade do ar, a recomendação é evitar atividades físicas intensas ao ar livre durante os períodos de maior concentração de fumaça e reduzir a exposição ao ar contaminado. A própria IQAir recomenda, em situações de qualidade do ar elevada, medidas como evitar exercícios externos e reduzir a entrada de ar contaminado nos ambientes.
A situação pode mudar ao longo do dia conforme as condições meteorológicas, a direção dos ventos e a dispersão dos poluentes. Por isso, os índices devem ser acompanhados em tempo real.

Capital amazonense aparece no topo do ranking nacional de poluição do ar, segundo dados da IQAir. (Foto: Divulgação)
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