(Foto: Cláudia Miranda)
MANAUS (AM)– A investigação sobre a divulgação de imagens envolvendo a filha adolescente do governador eleito Omar Aziz (PSD) ganhou um novo capítulo nesta sexta-feira (6), com o cumprimento de um mandado de busca e apreensão na residência da ex-candidata ao Governo do Amazonas Maria do Carmo Seffair (PL), em Manaus.
Durante a operação, realizada pela Polícia Civil, foram apreendidos equipamentos eletrônicos, incluindo o celular e o computador pessoal da ex-candidata. O material deverá passar por perícia para auxiliar na apuração dos fatos e esclarecer possíveis responsabilidades na divulgação do conteúdo investigado.
A medida coloca Maria do Carmo no centro de uma investigação que envolve um episódio ocorrido durante o período eleitoral e que tem como objeto a circulação de imagens relacionadas à filha adolescente de Omar Aziz.
Equipamentos serão analisados pela investigação
A operação foi conduzida pela Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), no âmbito de uma apuração sobre possíveis crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
A apreensão dos dispositivos busca reunir elementos que possam esclarecer a origem, a produção e a circulação do material. A investigação também deverá identificar se outras pessoas participaram da divulgação das imagens.
O cumprimento do mandado ocorreu após decisão do Tribunal de Justiça do Amazonas que restabeleceu a autorização para a busca e apreensão, anteriormente suspensa por uma liminar.
Maria do Carmo afirma sofrer perseguição
Após a operação, Maria do Carmo publicou um vídeo nas redes sociais no qual classificou a situação como perseguição e afirmou que não teme as investigações.
“Quem não deve não teme”, declarou.
A ex-candidata também disse que sua equipe jurídica está acompanhando o caso e prometeu apresentar esclarecimentos posteriormente.
“A verdade vai prevalecer e a justiça será feita”, afirmou.
Apesar da manifestação, a investigação segue em andamento e a análise dos equipamentos apreendidos poderá contribuir para esclarecer os fatos.
Defesa questiona atuação policial
Os advogados de Maria do Carmo classificaram a operação como possível abuso de autoridade e perseguição política. O advogado Antônio Pantoja afirmou que a defesa pretende questionar judicialmente a atuação dos agentes.
“O que a gente viu hoje foi uma operação truculenta, um abuso de autoridade. Diversas prerrogativas, tanto dos advogados quanto da própria doutora Maria do Carmo, não foram observadas. A gente vai questionar juridicamente”, declarou.
A defesa também relacionou o episódio ao cenário político posterior às eleições e afirmou que a ex-candidata vem sendo alvo de acusações e exposição pública.
Investigação ainda não foi concluída
A apreensão dos equipamentos representa uma etapa da investigação, mas não significa que exista condenação ou responsabilidade criminal comprovada contra Maria do Carmo.
O trabalho da Polícia Civil deverá esclarecer a participação de cada pessoa eventualmente envolvida, a origem do conteúdo e as circunstâncias em que as imagens foram divulgadas.
Enquanto a defesa contesta a operação, a apuração permanece sob responsabilidade das autoridades policiais e do Poder Judiciário.
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