Manaus, 6 de novembro de 2026
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Manaus, 6 de novembro de 2026

Esportes

Rilany comanda Brasil na disputa pelo bronze no Mundial Sub-17

A treinadora destaca a responsabilidade de representar as mulheres em cargos de liderança e busca um pódio inédito para o Brasil.

Treinadora Rilany. (Foto: Fabio Souza / CBF)

Internacional – A Copa do Mundo Feminina Sub-17 de 2026, no Marrocos, também é palco de uma história de representatividade que vai além da campanha brasileira. Rilany Silva, treinadora do Brasil, é a única mulher entre os quatro técnicos que alcançaram as semifinais da competição. À frente da equipe brasileira, Rilany conduziu novamente a Seleção a uma campanha entre as quatro melhores do mundo e agora terá mais um desafio pela frente: a disputa pela medalha de bronze, diante da Coreia do Norte.

Entre os quatro semifinalistas, além de Rilany, estiveram Ji Yun-nam, comandante da Coreia do Norte; Akeem Busari, técnico da Nigéria; e Sadayoshi Shirai, treinador do Japão. Rilany foi a única mulher entre os profissionais que chegaram à fase decisiva do mundial.

Mesmo em uma competição feminina, a presença de mulheres nos cargos de liderança técnica ainda é um desafio no futebol mundial. Em entrevista, Rilany destacou o significado de ocupar esse espaço e a responsabilidade de representar outras mulheres que buscam oportunidades no futebol.

Rilany Silva com a auxiliar técnica Bia Vaz durante a partida contra Nigéria na semifinal da Copa do Mundo Sub-17. (Foto: Fabio Souza / CBF)

“Estar nessa decisão representa reconhecimento, representa uma grande responsabilidade também. Eu, como mulher num cargo de liderança, sei o tamanho da responsabilidade que tenho, principalmente com os jovens atletas, e também da responsabilidade de abrir um caminho para outras mulheres. As mulheres em cargos de liderança existem, mas elas precisam que as pessoas deem oportunidades. Elas precisam de formação, precisam de desenvolvimento e precisam, principalmente, que as pessoas que vão fazer essas escolhas entendam e olhem para elas com uma grande capacidade profissional de exercer a função de liderança escolhida naquele momento”, afirmou.

Treinadora Rilany Silva durante jogo contra o Canadá na estreia da Copa do Mundo Sub-17 no Marrocos. (Foto: Fabio Souza / CBF)

Além da representatividade, a treinadora ressaltou a importância da experiência de disputar uma Copa do Mundo como um grande desafio profissional. É importante também avaliar o desenvolvimento das atletas brasileiras e os caminhos para elevar o nível competitivo da Seleção.

“Vivenciar uma Copa do Mundo é sempre uma experiência muito especial. É um ambiente único no seu grau de competitividade, no seu nível de exigência, e é uma grande oportunidade de ver e entender como as jovens atletas estão sendo desenvolvidas, em qual nível as seleções estão e em qual nível nós estamos. É também uma oportunidade de avaliar se somos capazes de competir em um grande palco e o que precisamos fazer para melhorar internamente o nosso nível, para que, quando chegarmos aqui, consigamos competir de igual para igual com qualquer seleção”, completou.

Agora, Rilany terá a oportunidade de transformar a campanha brasileira em uma conquista histórica. O Brasil entra em campo em busca de sua primeira medalha em Copas do Mundo Femininas Sub-17. Brasil e Coreia do Norte se enfrentam neste sábado (7), às 12h (horário de Brasília), pela disputa do terceiro lugar da Copa do Mundo Feminina Sub-17. A partida será realizada no Complexo de Futebol Feminino Mohammed VI, em Salé, no Marrocos.

(*) Com informações da assessoria

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