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Mesmo sem mandato na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (ALE-AM), após derrota eleitoral ou por ter conseguido vôos mais altos, na Câmara Federal, 10 ex-deputados estaduais somaram gastos de R$ 189.201,58 com materiais de expediente, objetos para serem utilizados durante o mandato no Parlamento Estadual do Amazonas.
O maior gasto ficou por conta do ex-deputado Wanderley Dallas (SD), que foi derrotado nas eleições de outubro de 2018. Mesmo sabendo que deixaria a cadeira na Assembleia em janeiro de 2019, o ex-deputado gastou R$ 33,6 mil com material de expediente.

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O segundo maior gasto ficou por conta do ex-deputado Mário Bastos (PSD), que amargou uma derrota em outubro de 2018. Mesmo sem a cadeira na Assembleia Legislativa, o ex-parlamentar somou gastos de R$ 33 mil com materiais de expediente. Desse total, R$ 18 mil foram gastos ainda no mês de outubro e R$ 15 mil no mês de dezembro.
Com gastos totais de R$ 31,1 mil, o ex-deputado e atual secretário de Educação do Amazonas, Luiz Castro (Rede), fez despesas com materiais de expediente no mês de outubro (R$ 8.500,00), novembro (R$ 9.368,00) e dezembro (R$ 13.314,00).
Com uma vaga na Câmara Federal, o ex-deputado estadual Sidney Leite (PSD) saiu da Assembleia com gastos de R$ 17,9 mil. Desse valor, Leite gastou R$ 7,8 mil em outubro e R$ 10 mil em dezembro.
O ex-deputado Francisco Souza (Podemos) somou gastos com materiais de expediente no valor de R$ 16,4 mil. Mesmo sem mandato, o parlamentar somou despesas no mês de outubro (R$ 946,78), novembro (R$ 7.985,00) e dezembro (R$ 8.344,90).
O ex-deputado Orlando Cidade (Podemos) somou gastos com materiais de expediente no mês de dezembro no total de R$ 17.500,00. O ex-deputado Platiny Soares (PSB) somou gastos de R$ 20 mil, sendo distribuído o valor em outubro (R$ 2 mil), novembro (R$ 8 mil) e dezembro (R$ 8 mil).
Atual suplente de senador de Plínio Valério (PSDB), o ex-deputado estadual Carlos Alberto (PRTB) fez despesas com materiais de expediente nos meses de outubro (R$ 5.872,80) e novembro (R$ 7.437,41). Os valores dos gastos contabilizaram R$ 13,3 mil.
Garantindo uma vaga no Senado Federal, José Ricardo (PT) deixou a Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas com despesas de R$ 2,9 mil, desse total, o petista gastou R$ 1.376,79 em novembro e R$ 1.477,40 em dezembro. O ex-deputado Sabá Reis (PR) somou gastos com materiais de expediente no mês de novembro de R$ 4.425,00.
Outro lado
O deputado Luiz Castro disse que presidia uma série de frentes parlamentares, entre elas, a Frente Parlamentar de Prevenção a Tuberculose, DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis), a Frente Parlamentar de Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes, a Frente de Apoio ao Cooperativismo, a Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e desenvolvida ações na Comissão de Educação e Saúde.
Segundo o deputado, a Assembleia não fornecia material de expediente para o exercício dos deputados nem para as comissões da Casa. “Essas comissões me demandavam materiais, como folders, cartilhas, impressos e diversas demandas de materiais de expediente. Tudo isso gerou despesas. Tive um exercício de 20 dias no mês de janeiro, o que acumulou gastos no mês de dezembro de novembro”, disse o deputado.
O deputado federal José Rucardo disse que todo mês sempre procurou comprar algum material de expediente necessário para o gabinete e para a comissão que estava presidindo, a Comissão de Direitos Humanos. No período da campanha política, o deputado disse que não adquiriu nada.
“No caso, nos meses que antecederam, setembro e outubro não fiz nenhuma compra de material de expediente. Basicamente é um material que é utilizado para as atividades do mandato.
Por exemplo, reuniões, que nós tivemos no final do ano, de avaliação; tivemos debates sobre o orçamento público e eu realizei, inclusive, uma audiência em praça pública, então, isso encejou a participação de entidades, de muitas pessoas; a elaboração da prestação de contas do final do ano, que exige muito material, por exemplo: papel, nas compras têm bastante papel para impressão; tem material de expediente às pessoas, copos para água, café, que tudo é o gabinete que compra; tem a própria comissão que eu realizei algumas reuniões ainda no final do ano, em novembro, dezembro; e portanto tem uma despesa, tem necessidade gasto com materias de expediente; e existem as impressões com compras de cartuchos, isso acaba consumindo bastante também”, disse o deputado.





