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Um dia depois de a Petrobras desistir de reajustar o preço do óleo diesel a pedido do presidente Jair Bolsonaro, o ministro Onyx Lorenzoni (Casa Civil), minimizou a interferência do governo na política de preços da estatal e disse que não é possível “enfrentar o monopólio” da estatal em apenas cem dias.

Onyx Lorenzoni, ministro extraordinário da transição de governo e futuro ministro da Casa Civil – (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Segundo ele, as perdas da estatal durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), que adotou política intervencionista no setor energético, foram provocadas apenas por corrupção.
“No governo Dilma roubaram mesmo a Petrobras, é diferente. Esse é um governo sério, o nosso não rouba. É muito diferente”, disse em entrevista à Rádio Bandeirantes nesta sexta-feira (12). “A corrupção e o roubo que provocaram os problemas da Petrobras. Vamos lembrar.”
Com repercussão ruim do mercado, o Palácio do Planalto afirma que a interferência foi apenas pontual. Integrantes da equipe econômica se mostraram incomodados com a postura do governo por contradizer o discurso liberal do ministro Paulo Guedes (Economia).
Bolsonaro telefonou na noite de quinta-feira (11) para o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, pedindo que o reajuste fosse suspenso. O governo monitora com atenção a possibilidade de uma nova paralisação dos caminhoneiros -semelhante ao que aconteceu em 2018- se houver nova alta do combustível.
Onyx disse que o problema enfrentando hoje pelo país é da combinação do monopólio da petroleira com o modelo de transporte terrestre de cargas no país.
“Aí tem uma lição que estamos tentando, em um governo liberal-conservador como é o nosso, tentando trazer para este mesmo cenário uma outra situação, agora a gente não faz isso em cem dias”, disse.
“A gente precisa tempo para poder enfrentar a questão do monopólio da Petrobras, para poder enfrentar a questão do oligopólio do varejo. Tem muitos nós para a gente desfazer em cem dias, que é muito pouco tempo ainda.
As ações da Petrobras abriram em queda de mais de 5% nesta sexta, depois de a estatal petrolífera suspender o reajuste no preço do diesel horas depois de anunciá-lo, na quinta. No começo da tarde, ampliaram as perdas para perto de 8%.
*Informações retiradas da Folhapress





