Manaus, 26 de outubro de 2026
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Manaus, 26 de outubro de 2026

Cenário

Alberto Neto compara pleito brasileiro ao da Venezuela e pede transparência

Segundo ele, no país vizinho, as eleições também tiveram o horário de votação prorrogado em uma hora para favorecer candidatos do governo de Maduro, em um contexto ditatorial.

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(Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados)

Manaus (AM) – Alberto Neto questionou o resultado do pleito e defendeu investigações sobre os procedimentos adotados durante a votação no país. Em manifestação pública, ele comparou o cenário brasileiro ao processo eleitoral da Venezuela. Segundo ele, no país vizinho, as eleições também tiveram o horário de votação prorrogado em uma hora para favorecer candidatos do governo de Maduro, em um contexto ditatorial.

Para Alberto Neto, a situação vivida no Brasil exige questionamentos formais e uma apuração transparente para resguardar a integridade das instituições e da democracia.

Ele afirmou que o candidato Lula, ao alegar prejuízos em Salvador por causa do transporte público, acionou diretamente a Suprema Corte, em vez de recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral, órgão competente para cuidar das eleições. Campanha de Lula acionou o TSE e o STF.

A solicitação ficou sob a responsabilidade do ministro Cristiano Zanin, identificado por Alberto Neto como ex-advogado de Lula. O magistrado decidiu prorrogar o horário de votação até as 19 horas.

Alberto Neto ressaltou que a demora na decisão judicial impediu a reabertura de seções cujas urnas já haviam sido encerradas. Segundo ele, as urnas que permaneceram abertas por mais tempo concentravam-se na periferia e no interior, locais que historicamente favorecem o candidato Lula. Diante desse cenário, ele levantou dúvidas sobre a possibilidade de uma ação orquestrada no pleito.

“Será que isso não foi orquestrado? Precisamos questionar, sim. Isso precisa ser investigado, sim”, declarou.

Além da alteração no horário das urnas, Alberto Neto citou denúncias apresentadas por Flávio sobre obstáculos enfrentados pela fiscalização partidária durante a votação. Segundo o relato, fiscais do Partido Liberal ficaram impedidos de atuar por 40 minutos em seções eleitorais. Para o orador, o episódio exige apuração criteriosa.

“O Brasil não pode ser uma república de bananas. O Brasil não pode viver uma ditadura da toga. O Brasil não pode ser uma Venezuela, independente do resultado”, pontuou.

Por fim, Alberto Neto comentou a evolução da disputa desde o primeiro turno, quando Flávio aparecia à frente de Lula. Ele também citou pesquisas que apontavam a migração de votos de candidatos de direita para Flávio.

Para o orador, a vitória de Lula após a movimentação decorrente da decisão do ministro Cristiano Zanin é misteriosa. “Se a gente vive numa democracia, nós podemos questionar e nós queremos uma investigação e transparência”, concluiu.

 

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