(Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados)
Manaus (AM) – O deputado federal Alberto Neto (PL-AM) afirmou que o Senado está no “modo soneca” ao comentar a atuação da Casa diante do caso do Banco Master, considerado uma das maiores fraudes financeiras da história do país. Segundo ele, a instituição tem falhado em cumprir seu papel de fiscalização e proteção da democracia.
“Acorda, Senado. O Brasil está assistindo ao caso do Banco Master, que será um verdadeiro teste de coragem. Mas até agora o Senado parece estar no modo soneca. Cadê a CPMI? Cadê a pressão por transparência? Cadê o Congresso? O que está escrito na Constituição é fiscalizar, investigar e equilibrar os poderes. Isso sim é proteger a democracia”, declarou Alberto Neto.
Críticas à atuação do Senado
O parlamentar criticou a morosidade na instalação de comissões e a atuação de ministros envolvidos em questões relacionadas ao caso. Ele citou questionamentos sobre o ministro Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e a condução das investigações pelo sistema judicial, afirmando que, enquanto isso, o Senado permanece inerte.
“Quando o caso envolve o topo do poder, não dá para fingir que é um assunto técnico e seguir a vida. A democracia não funciona no piloto automático. Se o Senado não agir, a chamada ‘ditadura da toga’ continuará reinando no país”, acrescentou.
Comissão de Assuntos Econômicos acompanha caso Master
Nesta quarta-feira (4), a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado instalou uma subcomissão para acompanhar as investigações sobre o Banco Master, suspeito de fraudes bilionárias lideradas pelo empresário Daniel Vorcaro, com prejuízos que podem chegar a R$ 17 bilhões.
A chamada Comissão do Banco Master contará com 13 membros e será coordenada pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL), que afirmou que o caso deve ser enfrentado “de frente, doa a quem doer”. Ele também destacou que a comissão terá poderes para propor quebras de sigilo bancário e telefônico, convocar investigados e realizar diligências.
Alberto Neto ressaltou que, apesar da criação da subcomissão, ainda é necessário que o Senado exerça plenamente seu papel de fiscalização e pressionar por transparência, garantindo que a investigação seja conduzida com imparcialidade e rapidez.
Papel do Congresso e da democracia
O deputado destacou que o Senado é uma das últimas instâncias de controle sobre o poder e que sua omissão pode fragilizar o sistema democrático. “Não estamos fazendo ataques pessoais, mas defendendo a República e a democracia. O Senado foi eleito para proteger o país e precisa agir”, concluiu Alberto Neto.
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