(Foto: Ricardo Stuckert/PR)
Manaus (AM) – O ex-ministro dos Transportes do governo Luiz Inácio Lula da Silva, Alfredo Nascimento, afirmou que conviver com o Partido dos Trabalhadores (PT) é “muito difícil e muito perigoso”. O presidente estadual do Partido Liberal no Amazonas (PL-AM) também afirmou que “a esquerda nunca vai fazer a BR-319”.
“Conviver com o PT é muito difícil e muito perigoso. É difícil de lidar, eles não têm limites”, declarou.
Nascimento, que foi aliado histórico do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e também integrou o governo da ex-presidente Dilma Rousseff, afirmou que enfrentou entraves durante sua gestão no Ministério dos Transportes, principalmente em relação a projetos de infraestrutura sobre a BR-319, que liga o Amazonas ao restante do país.
Segundo o ex-ministro, durante uma reunião com Marina Silva e Luiz Inácio Lula da Silva, a então ministra do Meio Ambiente teria afirmado que não assinaria a licença ambiental da rodovia enquanto estivesse no cargo.
“A BR-319 é a única rodovia do país que já existia e, mesmo assim, passaram a criar embrolhos ambientais para ela. Isso foi provocado pela dona Marina.”
Trajetória e saída do ministério
Alfredo Nascimento teve uma trajetória marcante à frente do Ministério dos Transportes, ocupando o cargo em três períodos distintos durante os governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff.
Ele assumiu o ministério pela primeira vez em março de 2004 e permaneceu até março de 2006, quando deixou o cargo para disputar uma vaga no Senado pelo Amazonas.
Retornou em março de 2007, já no segundo mandato de Lula, permanecendo até março de 2010. Na ocasião, voltou a deixar o ministério para concorrer ao governo do estado.
Seu terceiro período começou em janeiro de 2011, no início do governo Dilma Rousseff. No entanto, a passagem foi breve: ele deixou o cargo em julho do mesmo ano, após denúncias de um suposto esquema de corrupção na pasta. À época, as acusações envolviam irregularidades em contratos e suspeitas de favorecimento a empresas.
O ex-ministro negou todas as acusações e afirmou que não houve irregularidades em sua gestão. Sua saída ocorreu durante o que ficou conhecido como “faxina ética” no início do governo Dilma, quando outros ministros também deixaram seus cargos após denúncias.
Em 2013, Alfredo Nascimento comunicou ao plenário do Senado Federal que havia sido inocentado das denúncias de corrupção que pesavam contra ele. O então procurador-geral da República, Roberto Gurgel, assinou um parecer concluindo pela inexistência de provas que sustentassem uma denúncia contra o parlamentar.
Impeachment
Sua relação com o PT azedou definitivamente em 2016, quando, como deputado federal, votou a favor do impeachment de Dilma Rousseff, surpreendendo muitos por ter sido um aliado de longa data dos governos petistas.
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