Manaus, 6 de julho de 2026
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Cenário

Aliados de Bolsonaro no Amazonas reclamam de tornozeleira e falam em ditadura

Parlamentares do Amazonas acusam abuso de poder e perseguição política após novas medidas contra o ex-presidente.

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Alberto Neto (Foto: Câmara dos Deputados) Coronel Rosses (Foto: Emerson Lamego/Assessoria) Delegado Péricles (Foto: Divulgação/Instagram @delegadopericles)

Manaus (AM) – Políticos amazonenses aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) acordaram, nesta sexta-feira (18), com a notícia de que a Polícia Federal (PF) deflagrou uma nova operação contra o ex-chefe do Executivo. A ação, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), repercutiu fortemente entre os apoiadores bolsonaristas do Amazonas.

A decisão judicial impôs novas medidas restritivas a Bolsonaro. Por ordem do ministro Moraes, o ex-presidente deverá usar tornozeleira eletrônica e está proibido de acessar redes sociais.

Nas redes sociais, o deputado federal Capitão Alberto Neto (PL) publicou uma nota oficial criticando a operação. Ele afirmou que a oposição ao presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na Câmara dos Deputados, vê com preocupação e repúdio o que classificou como uma ofensiva contra Bolsonaro.

Alberto Neto destacou que a decisão foi tomada de forma “monocrática”, durante o recesso parlamentar, período em que os congressistas não estão em Brasília e, segundo ele, não têm meios institucionais de reagir. “Justamente durante o recesso parlamentar, quando os representantes do povo estão ausentes de Brasília e sem meios de reação institucional imediata”, afirmou nas redes.

O parlamentar ainda alegou que o país vive um momento grave. “O Brasil ultrapassou mais um limite perigoso. Trata-se de um episódio grave de abuso de poder, marcado pela instrumentalização das instituições para fins de perseguição política. Em vez de estabilidade, o país presencia a consolidação de um regime de exceção, em que um único magistrado concentra poderes desproporcionais, atropela o devido processo legal e ignora a soberania do Poder Legislativo”, escreveu.

Também pelas redes sociais, o vereador de Manaus Coronel Rosses (PL) classificou como “criminosas e absurdas” as medidas determinadas por Moraes, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica.

Em seguida, o deputado estadual Delegado Péricles (PL), irmão de Rosses, considerou a restrição ao uso de redes sociais uma forma de censura. “É mais um capítulo vergonhoso de perseguição política no Brasil”, declarou.

Segundo Péricles, a nova medida representa retaliação ao capital político de Bolsonaro. “Trata-se de uma clara retaliação por ele continuar sendo uma liderança respeitada e apoiada por autoridades mundiais, inclusive pelo presidente dos EUA. Como delegado e parlamentar, defendo o devido processo legal, o respeito à Constituição e à presunção de inocência. O que estamos vendo é autoritarismo disfarçado de legalidade”, escreveu o deputado estadual.

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