Manaus, 7 de julho de 2026
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Manaus, 7 de julho de 2026

Cenário

Alianças no interior devem definir cenário eleitoral no AM em 2026

O diferencial estará na capacidade dos candidatos em consolidar apoios entre prefeitos, lideranças e cabos eleitorais na capital e no interior.

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(Foto: Divulgação)

Manaus (AM) – As eleições de 2026 no Amazonas caminham para ser fortemente definidas pelas articulações partidárias e por alianças regionais, assim, especialista aponta que candidatos devem buscar apoio de figuras políticas no interior para impulsionar suas campanhas, como principais cabos eleitorais.

A disputa pelos cargos de governador e senador, que já movimentam os bastidores políticos, tende a ter como fio condutor a capacidade dos principais candidatos em consolidar apoios entre prefeitos, lideranças comunitárias e cabos eleitorais, tanto na capital quanto no interior.

Em entrevista com o Portal AM1, o cientista político Afrânio Soares ressaltou que a lógica eleitoral no Amazonad se sustenta em acordos entre partidos e lideranças locais.

“As alianças políticas vão influenciar de diversas maneiras, tanto para senador quanto para governador. Vai haver uma composição entre partidos que vão trabalhar em conjunto em prol de uma eleição. Então, por si só, isso já vai causar um movimento”.

Soares destacou ainda que os prefeitos dos demais municípios exercem um papel central nesse processo, pois além de apoiar candidatos a cargos majoritários, também articulam suas próprias bases para as disputas proporcionais.

No campo majoritário, a pré-candidatura do senador Omar Aziz ao governo ganha corpo ao se associar ao prefeito de Manaus, David Almeida. O acordo, que prevê a entrada da filha do prefeito, Fernanda Aryel, como vice, simboliza uma aliança forte entre capital e interior.

Isso porque, Aziz conta com a fidelidade de prefeitos beneficiados por emendas durante seu mandato, enquanto Almeida oferece uma máquina política forte na capital.

Por outro lado, a relação entre Aziz e Braga pode ser marcada pela tensão. Se confirmada a candidatura de ambos, Omar Aziz ao governo e Braga à reeleição no Senado, haverá choque de estratégias, principalmente no interior, onde cada liderança buscará garantir o apoio de prefeitos.

Afrânio Soares destacou que Braga leva vantagem nesse campo por sua habilidade histórica em articular alianças municipais: “ele teria apoio principalmente no interior, de diversos prefeitos, no caso da eleição para o Senado”.

Novos candidatos

A corrida ao Senado tende a protagonizar ainda mais complexidade. Com duas vagas em disputa, além dos atuais senadores, Eduardo Braga e Plínio Valério buscando a reeleição, novos nomes devem surgir com apoio de grupos regionais.

Essa multiplicidade de candidaturas pode fragmentar votos e obrigar alianças cruzadas, em que candidatos a governador apoiam postulantes distintos ao Senado, buscando ampliar sua rede de apoios.

“Essas alianças proporcionais funcionam como engrenagem para fortalecer nomes maiores, ampliando capilaridade e consolidando bases em municípios estratégico”, explicou Soares.

Assim, a disputa de 2026 deve ir além da popularidade individual dos candidatos: será um teste de quem consegue montar a aliança mais ampla e consistente, costurando apoios que unam capital e interior.

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