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Amazonenses em Israel elogiam ‘rapidez’ na vacinação contra covid-19

Israel atingiu a maior taxa de vacinação do mundo: 98,85 doses administradas por cada 100 habitantes
• Publicado em 21 de março de 2021 – 11:00
Foto: arquivo pessoal

MANAUS – Em dezembro de 2020, Israel começou a vacinar sua população de aproximadamente 9 milhões de pessoas contra a covid-19. De lá para cá, o país atingiu a maior taxa de vacinação do mundo conseguindo imunizar metade dos moradores. Entre eles, a amazonense Alexsandra Garcia, de 48 anos, que já tomou as duas doses da vacina.

Alexsandra se mudou para o país há sete anos e vive com o marido José Azulay, na cidade de Ashdod, considerada a quinta maior cidade de Israel, localizada no Distrito Sul, com cerca de 200 mil habitantes.

José Azulay e Alexsandra Garcia tomando a vacina contra covid-19. Foto: arquivo pessoal

“Eu tomei a primeira dose em janeiro e a segunda no início de fevereiro. Foi super simples, porque existe um sistema similar ao plano de saúde que pode ser usado por imigrantes e que fez todo o processo de agendamento. Enviaram mensagem informando o período da vacinação e, assim que tomei a primeira, já foi marcado o dia para receber a segunda dose”, explicou a amazonense.

Ela também conta que o país investiu em campanhas para incentivar a população a se imunizar contra o novo coronanavírus, inclusive nos finais de semana. Além disso, as medidas restritivas adotadas por Israel foram importantes para frear o avanço de infectados e mortos.

“Aqui, por exemplo, não podemos andar sem máscaras em vias públicas e existe uma forte fiscalização do governo. Se um cidadão for pego sem uma ou recusar a usá-la, ele será multado ao equivalente a R$ 5 mil no Brasil. Esse valor é descontado direto da conta, por meio de um carteira de identidade que reúne todos os dados daquela pessoa.”, detalha Alexsandra.

Foto: Confirmação de vacinação / Arquivo pessoal

 

Mais vacinados

Outro que também já tomou as duas doses da vacina é o gaúcho com o “coração de amazonense” William Cardoso, de 35 anos. Ele vive com a esposa e um casal de filhos em Jerusalém há dois anos, após se mudar da capital do Amazonas, onde foi pastor de uma igreja local.

Em solo de uma das cidades mais antigos do mundo, o professor de hebraico explica que o processo para receber a imunização foi rápido e simples, principalmente por também ser estudante.

“Uma vez que eu sou estudante aqui em Israel, o processo foi muito simples e via a universidade hebraica de Jerusalém. Após o grupo prioritário e os cidadãos nativos receberem a vacina, a vacina foi liberada para os estrangeiros residentes no país. Deste modo, enviaram uma notificação a cada aluno, com um formulário para agendamento para que comparecessem em determinada data ao posto de vacinação montado dentro do campus mais próximo”, disse.

“Nessa data, nossos nomes e documentos estavam cadastrados por horários, assim, não houve aglomeração, nem filas. O processo foi simplesmente, a checagem do documento e o cadastro para receber o certificado. Após a vacina, tivemos de esperar 15min para saber se haveria alguma reação. A segunda dose ocorreu 21 dias após a primeira”, completou.

Ele conta que sua esposa também já recebeu a vacina, com exceção das crianças. O professor menciona, ainda, que conhece apenas outra pessoa do Amazonas imunizada. “Mas creio que deve haver mais amazonenses, embora eu desconheça”.

William Cardoso, professor de língua hebraica, no momento em que recebeu a vacina. Foto: arquivo pessoal

Além do processo de vacinação em Israel, Cardoso também afirma que o país tem tomado todas as medidas certas e de forma rápida, a fim de conter o avanço do vírus e proteger a população.

“As medidas adotadas pelo Ministério da Saúde Israelense têm se mostrado eficazes, embora nem sempre a população colaborou. Hoje, sexta-feira, véspera do sábado, estive fazendo compras no Shuk (mercadão público de Jerusalém) e após um ano pude ver o mercado lotado novamente, pessoas de máscaras, mas alegres, e os artistas de rua a enfeitarem e proporcionarem ao ambiente a sensação de esperança de que estamos rumo à normalidade, finalmente!”, conta.

Estudo

Segundo dados da plataforma Our World in Data, da Universidade de Oxford (Reino Unido), divulgados pela BBC News Brasil, Israel tem hoje a maior taxa de vacinação do mundo, com 98,85 doses administradas por cada 100 habitantes. Nesse cenário, todos os idosos já tomaram, pelo menos, uma dose da vacina.

Além de garantir a imunização para toda população, um estudo mostrou a eficácia da campanha de imunização no combate à pandemia de covid-19 em Israel, que evitou pessoas gravemente doentes. Até agora, o país teve 820 mil casos confirmados do novo coronavírus e 6 mil mortes.

“Em qualquer estudo sério, métodos indutivos de pesquisa geralmente são utilizados a fim de provar ou não uma hipótese, ou seja, se funciona para um grupo pequeno, então pode ser aplicado no todo. Portanto, se deu certo em Israel, certamente dará no Brasil”, finaliza.

 

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