Manaus, 6 de julho de 2026
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Manaus, 6 de julho de 2026

Cenário

Ao cobrar atuação na rua, Alberto Neto é chamado de ‘político de Instagram’

Após vídeo em que diz estar sempre nas ruas, parlamentar é cobrado por ausência em agendas externas, envio de emendas e por só aparecer em época eleitoral.

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(Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados)

Manaus (AM) – O deputado federal Alberto Neto (PL-AM) divulgou, nas redes sociais, um trecho de entrevista em que afirma que “o lugar do político é na rua, ouvindo a população” e que, por isso, estaria sempre em agendas externas.

Mas a recepção do público foi bem diferente do discurso apresentado pelo parlamentar.

Internautas contestam presença nas ruas e acusam vínculo apenas em época eleitoral

Nos comentários, muitos internautas afirmaram que raramente veem o deputado em contato direto com a população, classificando-o até como “deputado de Instagram”. Segundo eles, a atuação externa de Alberto Neto não condiz com a imagem que ele tenta transmitir no vídeo.

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Alguns seguidores também disseram que o discurso de “político na rua” só aparece em período eleitoral, quando cresce a pressão por presença territorial.

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Envio de emendas para Manaus

Além das críticas sobre ausência nas ruas, internautas cobraram o parlamentar sobre o envio de emendas para a capital amazonense, afirmando que a atuação concreta do deputado deveria ser mais visível em áreas como infraestrutura, saúde e educação.

“Na hora de mandar emenda para Manaus, some”, comentou um usuário. Outro disse: “Ficar no Instagram é fácil, quero ver trazer recurso para a cidade”.

Forte atuação digital, pouca presença externa

As publicações recentes de Alberto Neto nas redes sociais reforçam a percepção criticada pelos internautas: seu conteúdo é majoritariamente midiático, com vídeos de opinião, discursos e materiais voltados à construção de engajamento digital.

Já as visitas de campo, reuniões comunitárias ou agendas de rua aparecem em volume bem menor.

A repercussão revela um descompasso entre a narrativa do deputado, de que está constantemente ouvindo a população, e a percepção dos eleitores, que afirmam não o ver com frequência nas ruas.

O episódio reabre o debate sobre a diferença entre presença digital e presença territorial, especialmente em um cenário político cada vez mais mediado pelas redes sociais.

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