Manaus, 6 de julho de 2026
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Cenário

Ao menos 25 vereadores de Manaus tentam mudança de Casa nas Eleições 2022

Dos 41 vereadores, 25 são candidatos.

Foto: Divulgação

MANAUS – Dos 41 vereadores eleitos pelo povo em Manaus, ao menos 25 deles querem seguir na política; porém, em Casas que lhes proporcionem maior “poder”. Nessas eleições, a maioria dos vereadores da Câmara Municipal de Manaus (CMM) está disputando uma vaga em um novo cargo no parlamento da esfera estadual ou federal – mesmo com o mandato ainda na metade.

E dos 41 vereadores de Manaus, 25 são candidatos, sendo que 15 concorrem à Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), nove à Câmara dos Deputados e um, ainda mais ousado, deseja a única vaga existente para o Senado Federal pelo Amazonas.

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Os vereadores Capitão Carpê Andrade (Republicanos); Antônio Peixoto (Pros); Caio André (PSC); Daniel Vasconcelos (PSC); Eduardo Assis (Avante); Jander Lobato (PSB); Kennedy Marques (PMN); Rosinaldo Bual (PMN); Joelson Silva (Patriota); Raiff Matos (DC); Rosivaldo Cordovil (PSDB); Wanderley Monteiro (Avante); Everton Assis (Avante); Gilmar Nascimento (União Brasil), e professora Jacqueline Pinheiro (União Brasil) disputam como deputado estadual.

Enquanto que Amom Mandel (Cidadania), Diego Afonso (União Brasil) Rodrigo Guedes e João Carlos (ambos do Republicanos), e o próprio presidente da Câmara Municipal, David Reis Avante, o líder do Executivo municipal, Marcelo Serafim, Marcel Alexandre e Lissandro Breval (todos do Avante) querem representar o Amazonas no Congresso Nacional e ainda o vereador Elissandro Bessa (Solidariedade) que quer ser Senador do Amazonas.

O QUE ELES DIZEM

O Portal AM1 entrou em contato com a assessoria dos vereadores Amom Mandel, Capitão Carpê, David Reis – presidente da Câmara -, Lissandro Breval, Marcel Alexandre, Marcelo Serafim, que estão tentando fazer essa transição de cargo, e quatro vereadores deram retorno: Amom Mandel, Marcel Alexandre, Lissandro Breval e Marcelo Serafim.

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“O Amazonas precisa de um representante que atue com afinco na fiscalização das verbas públicas, principalmente as destinadas ao interior do Estado, que discuta pautas que façam a diferença na sociedade e represente os interesses da população. Acredito que os jovens são a esperança para mudanças na política e é necessário abrir espaço e oportunidades para isso”, disse Amom.

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Foto: Robervaldo Rocha

“Eu já fui deputado federal e tenho bases eleitorais em muitos municípios do interior e sou muito cobrado por eles para que dispute a eleição em nível federal, além disso, entendo que a minha voz em Brasília em defesa da saúde pública será muito mais forte do que a minha luta apenas como vereador de Manaus”, justificou Marcelo Serafim.

Vereador Marcelo Serafim – Foto: Divulgação/CMM

O vereador Lissandro Breval destacou seu interesse ao cargo de deputado federal: “quero fazer a diferença na educação, levando propostas e projetos para nossas crianças terem um bom desenvolvimento e uma boa alimentação, e agora na Câmara Federal irei ampliar esse projeto buscando recursos federais para nosso Amazonas. Quero continuar lutando pela Zona Franca de Manaus onde milhares de empregos são gerados e buscar inovação na gestão pública, trazendo a sociedade amazonense mais segurança, desenvolvimento e investimentos para que o Amazonas se torne cada vez melhor de se viver.”

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Foto: Reprodução/Youtube

Segundo o analista político Carlos Santiago, “[..] a legislação eleitoral mudou, não tem mais coligações para as eleições proporcionais na disputa de cargos do Legislativo estadual e federal, e isso impõe aos partidos políticos a obrigatoriedade de lançarem chapas próprias, lista inteira de filiados para a conquista do quociente eleitoral, e isso faz com que o partido eleja não só para a Assembleia, como para o Congresso Nacional”.

“Se o partido político não alcançar no mínimo 2%, dos votos válidos para a Câmara dos Deputados, e no mínimo em um terço dos Estados, o partido perderá parcela significativa do fundo partidário do Fundo Eleitoral e não terá mais direito a programa eleitoral, programa partidário no rádio e na televisão.”

Ainda conforme Carlos Santiago, “é um desafio enorme recrutar novas lideranças, colocar os seus quadros eletivos para disputar o pleito, com o objetivo de ajudar o partido; mas também para ajudar o cacique partidário a viabilizar o seu projeto de poder em um âmbito do Executivo de eleger o governador, o vice-governador e até o senador da República.”

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“A Câmara Municipal de Manaus tem também uma tradição forte de eleger vereadores para a Assembleia, para a Câmara dos Deputados e até para o Senado Federal, são exemplos: o senador Jefferson Peres, que saiu de vereador para senador, Plínio Valério também.”

“Há uma mudança na legislação eleitoral que impõe aos partidos políticos a montagem de chapas próprias para disputar pleitos e a conquista do quociente eleitoral e um mandato eletivo; além de alcançar a causa e o desempenho que é 2% dos votos válidos para a Câmara dos Deputados, e, no mínimo, um terço dos estados brasileiros. Porém há uma vontade política, uma estratégia eleitoral de vereadores em disputar outros cargos com o objetivo de conquistar o mandato ou, se não conquistar, reforçar seu nome para as próximas eleições que serão para vereador de Manaus.”

“Há possibilidades reais de eleição de Amom Mandel para a Câmara Federal e há outros concorrentes ao cargo de deputado estadual que hoje têm chance real de ganhar a vaga. Há outros candidatos que possuem chances reais de alcançar o objetivo – que é a eleição.”

Os vereadores que não serão candidatos não concorrerão em razão de terem familiares e padrinhos políticos concorrendo ou que não tiveram a ”bênção” das igrejas que patrocinam suas candidaturas.

**Matéria atualizada em 24/08/22 às 14:03**