(Foto: Paulo Andrade Arquivo)
Manaus (AM) – O senador e candidato ao Governo do Amazonas, Omar Aziz (PSD), afirmou que pretende usar a experiência administrativa como principal credencial para retornar ao comando do Estado. “Eu sou da boa política, aquela política que faz, que serve as pessoas”, declarou em vídeo publicado nas redes sociais.
O discurso, porém, contrasta com irregularidades, suspeitas de superfaturamento e investigações que alcançaram contratos firmados durante sua gestão, entre 2010 e 2014.
Em 2015, o Ministério Público de Contas apontou que 16 contratos da Secretaria de Estado de Infraestrutura referentes a 2013 apresentavam graves irregularidades. Conforme o órgão, os contratos somavam R$ 73,8 milhões e continham aproximadamente R$ 20 milhões em itens considerados superfaturados, incluindo pagamentos duplicados, serviços inconsistentes e custos sem comprovação. Confira.
Outra marca controversa do período foi a Arena da Amazônia. Em 2012, o Tribunal de Contas da União identificou inicialmente um sobrepreço de R$ 86,5 milhões no orçamento apresentado para a construção do estádio e chegou a restringir a liberação do financiamento.
Operação na saúde
O episódio mais grave ligado à estrutura estadual foi revelado pela Operação Maus Caminhos, que investigou o desvio de recursos destinados à Saúde.
Segundo o Ministério Público Federal, o esquema envolvendo o Instituto Novos Caminhos funcionou desde 2012, ainda durante o governo Omar. A investigação identificou contratos fraudulentos, pagamentos por serviços inexistentes ou superfaturados e tráfico de influência dentro da administração estadual.
Um dos denunciados foi Murad Aziz, irmão do candidato. De acordo com o MPF, ele teria recebido R$ 40 mil mensais entre 2012 e 2016 para usar sua influência na obtenção de contratos e na liberação de pagamentos do Estado. Parte desses fatos, portanto, remonta diretamente ao período em que Omar ocupava o governo.
Ao se apresentar como representante da “boa política” e prometer programas permanentes para o Amazonas, terá de explicar durante a campanha como práticas investigadas pelos órgãos de controle prosperaram dentro da máquina pública sob sua responsabilidade.
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