(Foto: Antônio Lima / Secom e Reprodução/Rede Sociais e Divulgação /Assessoria Eduardo Braga)
Manaus (AM) – A segurança pública expôs uma das principais cobranças políticas no debate entre os seis candidatos ao Senado pelo Amazonas, realizado nesta sexta-feira (25) pela Rede Amazônica, em Manaus. Ismael Munduruku (Rede) colocou em xeque o resultado das políticas adotadas no Estado e questionou por que o avanço da criminalidade não foi contido, enquanto Eduardo Braga (MDB) apresentou propostas para ampliar a estrutura policial.
Ismael direcionou a crítica aos políticos que já ocuparam cargos de destaque no Amazonas. Ao citar a presença de ex-governador, deputado federal e senadores no debate, questionou o cenário atual da segurança.
“Por que estamos reféns dessa criminalidade?”, perguntou o candidato. Na sequência, questionou por que o crime teria crescido a ponto de pressionar a estrutura policial e por que criminosos enfrentam agentes de segurança armados nas comunidades.
O candidato da Rede também colocou em dúvida o efeito das apreensões de drogas. “Por que se prende tanta droga e tanta droga continua chegando aqui na cidade de Manaus?”, questionou. Para Ismael, essas são perguntas que precisam ser respondidas à população.
A fala colocou em xeque um dos temas recorrentes do discurso político no Amazonas: investimento em segurança versus resultado percebido pela população. O questionamento veio justamente em um debate que reuniu candidatos com diferentes experiências na política estadual e federal.
Eduardo Braga, por outro lado, apresentou uma proposta de ampliação da estrutura policial. O candidato afirmou que as delegacias precisam estar abertas 24 horas, e que o aumento dos efetivos das polícias Militar e Civil precisam ser ampliadas com parcerias com guardas municipais.
Braga também defendeu que as guardas municipais sejam armadas e equipadas para atuar no patrulhamento, inclusive em comunidades indígenas. Em suas declarações afirmou ainda que conversa sobre essas medidas com o senador Omar Aziz e vinculou a proposta ao eventual início de um novo governo em janeiro.
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