Manaus, 6 de outubro de 2026
×
Manaus, 6 de outubro de 2026

Cenário

Após detenção por suspeita de boca de urna, Anderson Sousa nega tumulto em Rio Preto da Eva

Presidente da AAM negou ter provocado tumulto e afirmou que houve contradições no relato apresentado à Justiça.

(Fotos: Reprodução/Redes Sociais Anderson Sousa)

Manaus (AM) – O ex-prefeito de Rio Preto da Eva e presidente da Associação Amazonense de Municípios (AAM), Anderson Sousa (PSD), contestou a versão apresentada sobre a ocorrência que terminou com sua detenção durante a eleição deste domingo (4). Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), Sousa foi detido após uma denúncia de suposta boca de urna e teria agredido um policial militar durante a abordagem.

Sousa apresentou outra versão em vídeo publicado após o episódio. Ele afirmou que estava acompanhado da esposa e dos dois filhos gêmeos em uma sessão eleitoral quando foi abordado pela Polícia Militar. Segundo ele, pessoas se aproximaram para cumprimentá-lo e a situação foi interpretada como tumulto.

“Eu fui tolido de exercer o meu direito de cidadão, de poder ir às urnas e votar”, afirmou.

O ex-prefeito também questionou qual teria sido o crime eleitoral cometido por ele. “Até o momento, eu não consegui entender qual é o meu crime eleitoral, qual foi o meu crime eleitoral”, declarou.

De acordo com a SSP-AM, a Polícia Militar foi acionada após uma denúncia de suposto crime eleitoral. A juíza responsável pelo pleito teria determinado a retirada de Sousa do local. Segundo a secretaria, durante a condução, ele agrediu um sargento da PM e recebeu voz de prisão.

Sousa, por outro lado, afirmou que não causou tumulto e questionou a atuação da polícia. “O comandante da Polícia Militar de Rio Preto, ao pedir da juíza autorização para que eu pudesse ser conduzido à delegacia, ele criou uma verdadeira fantasia”, afirmou.

Segundo a SSP-AM, Sousa foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil de Rio Preto da Eva e detido por suspeita de crime eleitoral, resistência, desobediência e lesão corporal.

No pronunciamento, Sousa também acusou Roberto Cidade de utilizar a estrutura do Estado em favor da própria eleição e relacionou o episódio às cobranças de prefeitos e secretários de saúde sobre débitos estaduais.

Após ser liberado, Sousa afirmou que deixou o local com a família para comemorar a vitória do seu senador, futuro governador Omar Aziz, que foi ao segundo turno das Eleições Gerais de 2026.

LEIA MAIS: