Segundo o PAD, Eduardo está afastado das atividades na Polícia Federal desde que viajou para os Estados Unidos, no ano passado, sem apresentar justificativa considerada válida pela corporação.
Desde então, o ex-deputado afirma estar em território norte-americano em razão de uma suposta perseguição política. Durante esse período, também atuou em defesa de sanções do governo dos Estados Unidos contra autoridades brasileiras e apoiou medidas que resultaram na imposição de tarifas sobre produtos do Brasil.
Na segunda-feira (20), Eduardo Bolsonaro recebeu o green card, documento que autoriza residência permanente nos Estados Unidos, com validade inicial de dez anos.
A situação política de Eduardo também teve desdobramentos no Congresso Nacional. No fim de 2025, a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados declarou a perda de seu mandato em razão do elevado número de faltas não justificadas às sessões legislativas.
Além do processo administrativo na Polícia Federal, Eduardo foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em junho deste ano, pelo crime de coação no curso do processo. De acordo com a Corte, ele tentou constranger autoridades brasileiras para influenciar o andamento da ação penal envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado por tentativa de golpe de Estado.
Caso o ministro da Justiça confirme a recomendação da Polícia Federal, Eduardo Bolsonaro perderá definitivamente o cargo de escrivão da instituição. Atualmente, a carreira tem salário inicial de aproximadamente R$ 14 mil, com remuneração crescente conforme a progressão funcional.