(Foto: Waldemir Barreto/ Senado)
Brasília (DF) – A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) anunciou que deixou a equipe responsável por auxiliar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na elaboração do plano de governo para as eleições de 2026. A decisão foi confirmada pela parlamentar em entrevista ao jornal Metrópoles e ocorre poucos dias após ela denunciar ataques misóginos de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Convidada para colaborar na elaboração das propostas para a área de direitos humanos, Damares afirmou que concluiu sua participação nesta etapa, mas não descartou voltar a contribuir caso Flávio Bolsonaro seja eleito.
“Já fiz o que era preciso no primeiro momento. Depois a gente volta a ajudar no governo de transição”, afirmou.
Senadora relata ataques e ameaça à família
Durante a entrevista, Damares disse que passou a ser alvo de ataques vindos de pessoas ligadas à direita e afirmou que Flávio Bolsonaro não voltou a procurá-la desde o agravamento da crise.
“Ele está correndo”, disse a senadora ao comentar a ausência de contato.
No início de julho, a parlamentar já havia denunciado os ataques durante uma reunião da Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado. Na ocasião, afirmou que as ofensas ultrapassaram o campo político e passaram a atingir sua família.
Segundo Damares, mensagens publicadas nas redes sociais continham ameaças de morte contra sua filha adotiva, uma jovem indígena.
“Essa semana eu tenho sido vítima dos mais terríveis ataques. Disseram que vão matar minha filha. Eles fazem imagens simulando como fariam isso. É uma violência política que a gente não consegue imaginar”, declarou.
Crise teve início após conflito entre Michelle e Flávio Bolsonaro
As declarações da senadora ocorreram após o agravamento da crise entre Michelle Bolsonaro e Flávio Bolsonaro. O episódio ganhou repercussão depois que Michelle anunciou sua saída da presidência do PL Mulher e afirmou, em vídeo, que foi desrespeitada pelo enteado.
Após denunciar os ataques, Damares informou que a bancada feminina do Senado passou a discutir medidas institucionais para enfrentar episódios de violência política contra mulheres, independentemente da apresentação de denúncias formais pelas vítimas.
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