Foto: Dhyeizo Lemos / Semcom
Manaus, AM – Depois de afirmar que a carteira de vacinação contra covid-19 deveria ser apresentada obrigatoriamente por pais de crianças de 5 a 11 anos no retorno às aulas, o prefeito David Almeida (Avante) baixou o tom de voz e teve de voltar atrás por conta da avalanche de críticas. Nesta quinta-feira (3), ele disse que a declaração dada sobre a exigência do comprovante de vacinação não se trata de uma imposição, mas sim de um “incentivo” para imunizar as crianças.
Na última segunda-feira (31), o prefeito de Manaus afirmou que as crianças deveriam apresentar comprovante de vacinação para a volta às aulas na rede municipal, marcada para o próximo dia 14.
“Temos apenas 12 mil vacinados, ou seja, menos de 10%. Então, vamos ter mais 14 dias para avançar nesse processo, pois vamos pedir aos pais o comprovante de vacinação das crianças. Isso se faz necessário”, declarou o prefeito na ocasião.
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Um dia após David Almeida afirmar que seria obrigatório a apresentação do comprovante, houve manifestações em frente a Câmara Municipal de Manaus, além de críticas à exigência do chefe municipal nas redes sociais. O Movimento Conservador Amazonas se reuniu para pedir que a decisão não fosse tomada por Almeida, além de afirmar que ele estava agindo de forma autoritária.
Depois da reprovação pela população, David Almeida voltou atrás e disse que a exigência era um incentivo para que os pais vacinem os filhos, uma vez que o número de crianças da faixa etária de 5 a 11 anos, que precisam ser imunizadas, ainda está baixo.

“Não existe decreto assinado, não existe portaria assinada. O que tem é a vontade e o desejo de um prefeito de proteger essas famílias, essas crianças. E não deixar que Manaus, por exemplo, seja notícias negativas como foi no ano passado”, declarou.
Vale lembrar que o Ministério da Saúde não tornou obrigatória a vacinação de crianças e de adultos no Brasil. Apesar disso, fica a cargo dos governos e municípios a aprovação de passaportes sanitários. No Amazonas, por exemplo, essa medida ainda não foi aprovada, mas em alguns locais pedem que o cliente apresente a carteira de vacinação para ter acesso ao ambiente.
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Além disso, antes mesmo da vacinação infantil contra a covid-19, era exigido no ato da matrícula que o responsável apresentasse a caderneta de vacinação em dias da criança, tanto na rede municipal quanto na estadual. No entanto, o imunizante contra o coronavírus não entra nessa exigência, visto que ainda não está estabelecido no Plano Nacional de Imunização.
Mesmo com um passo para trás, o prefeito David Almeida não descartou que pode exigir o comprovante de vacinação contra a covid-19 para que crianças retornem às escolas. “Se nós não avançarmos na vacinação, se nós não obtivermos melhores números, nós vamos precisar exigir. Então, se você é responsável pelo seu filho, se você ama seu filho, proteja, vacine-o, e dê a ele a imunização necessária”, enfatizou.





