(Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados)
Manaus (AM) – Um dos membros da diretoria executiva do Sindicato dos Petroleiros do Amazonas (Sindipetro-AM), Marcus Ribeiro, publicou um vídeo nas redes sociais com críticas ao deputado federal Capitão Alberto Neto (PL). No pronunciamento, o dirigente sindical questiona declarações do parlamentar sobre o preço da gasolina e cobra responsabilidade política pela situação do combustível em Manaus.
No vídeo, Marcus Ribeiro afirma que o deputado tenta atribuir ao governo federal a responsabilidade pelo valor da gasolina. Segundo ele, a população do Amazonas não esqueceu debates anteriores sobre o futuro do refino no estado. “Deputado, o senhor acha que o povo do Amazonas tem memória curta?”, questiona no vídeo.
O representante afirmou que o parlamentar ignorou os alertas apresentados pelo sindicato e apoiou a venda da refinaria durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
De acordo com o dirigente sindical, o impacto dessa decisão aparece agora no preço do combustível na capital amazonense.
“Agora a conta chegou. A gasolina bateu R$ 7,30 aqui em Manaus porque o senhor e seus aliados venderam nosso patrimônio. O senhor ajudou a criar esse monstro que hoje assalta o bolso do motorista de aplicativo, do taxista e do pai e da mãe de família”, afirma.
No vídeo, Marcus Ribeiro também critica o que classifica como disseminação de desinformação nas redes sociais e cobra ações concretas do deputado.
Ele sugere que o parlamentar atue para que a Petrobras retome o refino no Amazonas e fiscalize a margem de lucro da empresa responsável pela refinaria.
Vídeo de Capitão Alberto Neto critica impostos sobre combustíveis
O vídeo publicado por Marcus Ribeiro surgiu após uma gravação divulgada pelo deputado Capitão Alberto Neto nas redes sociais.
Na gravação, feita em frente a um posto de combustíveis no Amazonas, o parlamentar afirma que o combustível vendido no estado é o mais caro do Brasil e que houve aumento de preços em todo o país.
Ele também relaciona a alta a fatores internacionais, como conflitos no exterior que impactam transporte, logística e produção de combustíveis.
Segundo o deputado, a principal solução seria reduzir impostos sobre combustíveis. Ele afirma que a carga tributária pode chegar a cerca de 30% ou 35% do valor final pago pelos consumidores, o que, segundo ele, influencia diretamente o preço na bomba e também o custo da logística e dos alimentos.
No vídeo, o parlamentar afirma ainda que enviou um documento ao Ministério de Minas e Energia e à Agência Nacional do Petróleo (ANP) para cobrar medidas do governo federal.
“Redução dos impostos dos combustíveis já, para que o brasileiro possa ir novamente ao posto, abastecer e que o alimento do Brasil não fique mais caro”, declarou.
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