Manaus, 7 de julho de 2026
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Manaus, 7 de julho de 2026

Cenário

Aprovados em concurso da CMM pressionam por solução equilibrada ao MP-AM

Aprovados defendem homologação de cargos que não apresentaram falhas no certame.

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(Foto: Divulgação/Assessoria)

Manaus – Candidatos aprovados no concurso da Câmara Municipal de Manaus (CMM) se reuniram, em frente à sede do Ministério Público do Estado do Amazonas (MP-AM), em um ato pacífico, nesta sexta-feira (16). A mobilização teve como objetivo protocolar um requerimento solicitando que o órgão reavalie sua recomendação de anular completamente os três editais do certame.

O movimento ocorre após conversa com o presidente da CMM, vereador David Reis, que se comprometeu a acatar qualquer nova recomendação do MP-AM ou decisão judicial sobre o concurso. Os aprovados buscam garantir a homologação parcial do certame para os cargos de nível médio e superior (técnico e analista), já que não foram alvo de denúncias graves.

Segundo Luan Neves, membro da comissão dos aprovados, a manifestação contou com o apoio do presidente do Sindlegisam, Dr. Flávio Aleixo, e do vereador Rodrigo Guedes (PP), que reafirmaram compromisso com a causa.

Ao Portal AM1, Luan Neves afirmou que o pedido busca o retorno ao status anterior, no qual a recomendação era parcial, permitindo a homologação dos cargos de técnico e analista legislativo.

A sindicância apurou e indicou que não houve fraudes, incluindo o caso envolvendo o procurador legislativo e seus familiares. Diante dessa conclusão, o Ministério Público inicialmente manteve uma recomendação parcial, mas, agora, com a comprovação de ausência de irregularidades, o objetivo da Comissão é garantir que a homologação também alcance os cargos médicos e o de procurador legislativo.

“A gente já tinha vindo aqui na semana passada, conversado com o promotor do caso e explicado a situação do relatório. Ele entende que, apesar da conclusão da sindicância, ainda há outras irregularidades nesse concurso de procurador, o que dificulta uma homologação total”.

Diante desse cenário, a Comissão buscou um meio-termo, tentando salvar os cargos que não apresentaram erros graves. “Além da questão, envolvendo o procurador e seus familiares, houve outras inconsistências no concurso, como a correção de provas e demais situações que impossibilitam defender plenamente essa seleção, no caso do cargo de procurador”.

O grupo também dialogou com a subprocuradora de Justiça em exercício, que assegurou atenção ao requerimento protocolado. Agora, os aprovados aguardam uma nova posição do MP-AM na esperança de que o órgão adote uma abordagem equilibrada que proteja os direitos dos candidatos.

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