
Os dados sobre os incêndios no Estado foram registrados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Ipaam)
Ana Carolina Barbosa
Da Redação
O Amazonas registrou, nesta semana, o maior número de focos de queimada dos últimos sete anos, se considerado o período de 1° de janeiro a 25 de setembro de cada ano da série histórica, disponibilizada pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Foram 12.499 mil só neste ano, com destaque para o município de Apuí (a 452 quilômetros de Manaus), responsável por 16,08% deste total.
No comparativo com o ano de 2016, considerando o mesmo período, houve um aumento de focos de queimadas no Amazonas de 39,38%. À época, o número registrado pelo Estado foi de 8.967 focos.
Na classificação geral do INPE, o Amazonas figura em quinto lugar no cenário nacional em número de focos de queimada. O primeiro é o Pará (PA), com 41.566 focos, seguido do Mato Grosso, com 37.101, Maranhão, com 21.237 e Tocantins, com 18.309.
Os dados da tabela Sig Focos, do INPE, mostram, ainda, que os municípios com maior destaque em número de queimadas monitoradas via satélite, além de Apuí, são: Lábrea (1.751), Manicoré (1.371), Novo Aripuanã (1.336) e Boca do Acre (815), todos no Sul do Estado, que historicamente tem apresentado o maior índice de desmatamento no Amazonas. A capital, Manaus, é a 35ª colocada, em um universo de 62 municípios, e apresentou 45 focos.
Em números gerais, o Brasil também bateu um recorde no número de queimadas no comparativo com dados da série histórica dos últimos sete anos, registrando 193.525 focos de 1° de janeiro a 25 de setembro deste ano.
O INPE conta com o monitoramento de 16 satélites, para a análise de seis biomas e cujas imagens são atualizadas diversas vezes, diariamente. Por orientação do INPE, a reportagem utilizou os dados do satélite de referência Aqua-M, que reduz as chances de repetição de focos no registro, já que mais de um satélite pode abranger uma mesma área.





