Manaus, 6 de julho de 2026
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Manaus, 6 de julho de 2026

Cidades

Arleane Marques, rainha de bateria da ‘A Grande Família’, fala sobre prisão de ‘Caçula’ e diz que escola não tem relação com o caso

A Escola de samba também divulgou nota e diz que não compactua com violência ou conduta que desrespeite a lei.

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(Fotos: Divulgação/Instagram @arleanemarques/Redes sociais/Cleildo Barroso, conhecido como “Caçula”)

Manaus (AM) – A ex-BBB e rainha de bateria da escola de samba A Grande Família, Arleane Marques, se manifestou por meio dos stories em seu perfil no Instagram sobre o caso envolvendo o presidente da agremiação, Cleildo Barroso, conhecido como “Caçula”, preso novamente por suspeita de agressão contra a ex-esposa. Ele foi detido na quinta-feira (05), na sede da escola, localizada no bairro São José, Zona Leste de Manaus.

Nos vídeos publicados nas redes sociais, Arleane aparece emocionada e diz que a escola não tem relação com o caso, que, segundo ela, envolve a esfera pessoal do dirigente.

“Eu acho que está todo mundo acompanhando o que está acontecendo, mas o que eu quero dizer é que infelizmente nós estamos passando por isso. Nossa escola nada tem a ver com tudo isso que está acontecendo, mas aconteceu. São anos de trabalho que a gente vem desenvolvendo a partir da escola, assim como muitas pessoas há muitos anos, e temos pessoas trabalhando muito para fazer nossa escola desfilar. Graças a Deus temos uma comunidade muito unida que está lutando muito para ser campeã. É algo que está entalado aqui, sabe? E agora mais ainda. Eu quero dizer que os nossos ensaios continuam”, afirmou.

Em outra publicação, a rainha de bateria reforçou a importância da agremiação para a comunidade e disse que, apesar das dificuldades, a escola segue “firme e forte” nos preparativos para o desfile.

Além de Arleane, a própria escola de samba divulgou uma nota de esclarecimento nas redes sociais. No comunicado, a agremiação afirmou que não possui qualquer relação com os fatos envolvendo o presidente, os quais, segundo a instituição, dizem respeito à esfera pessoal e estão sendo apurados pelas autoridades competentes. A escola ressaltou ainda que é uma instituição cultural e comunitária construída pelo trabalho de seus integrantes e que não compactua com qualquer forma de violência ou conduta que desrespeite a lei.

Também diz que a diretoria acompanha com preocupação a forma como o nome da escola tem sido exposto, classificando algumas abordagens como sensacionalistas, e afirma observar a atuação de agentes políticos e grupos ligados a interesses eleitorais que, segundo o texto, teriam contribuído para ampliar ataques à agremiação. Ao final, a escola reafirma o compromisso com a cultura do samba, o respeito e a dignidade da comunidade.

Nova prisão de “Caçula”

De acordo com apurações, a nova detenção de Cleildo Barroso, de 34 anos, presidente da escola de samba A Grande Família e conhecido como “Caçula”, foi realizada por agentes da Delegacia Especializada em Crimes Contra a Mulher (DECCM). Imagens registradas pela Polícia Civil mostram o momento em que ele é escoltado pelos policiais dentro da sede da escola, sem oferecer resistência.Ele é investigado por suspeita de agredir a ex-esposa. Caçula já havia sido preso em janeiro pelo mesmo caso, mas foi liberado após pagamento de fiança.

A passista e ex-companheira Marryeth Figueiredo, de 29 anos, relatou que as agressões teriam sido motivadas por ciúmes após o suspeito encontrar mensagens antigas no celular dela. Segundo o relato, ela recebeu tapas dentro de um carro e, já na residência do ex-marido, foi jogada no chão e ameaçada de morte. A vítima afirmou ainda que foi intimidada com uma faca e conseguiu fugir após pedir socorro, o que teria chamado a atenção de moradores da região, que acionaram a Polícia Militar.

No mês de janeiro, os advogados da mulher classificaram como inadequada a liberação do suspeito e informaram que buscariam junto ao Ministério Público do Amazonas (MPAM) a adoção de medidas protetivas urgentes, além do pedido de prisão preventiva. Por outro lado, a defesa de Cleildo Barroso sustenta que a ocorrência pertence ao âmbito pessoal e não tem vínculo com a função que ele exerce na escola de samba, acrescentando que as providências jurídicas cabíveis estão sendo adotadas e que os esclarecimentos serão prestados apenas às autoridades competentes.

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