Manaus, 7 de julho de 2026
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Manaus, 7 de julho de 2026

Manchete

Arthur Virgílio elogia MBL três meses após dizer que movimento perdeu legitimidade

Apenas três meses depois de criticar de forma veemente os líderes do Movimento Brasil Livre (MBL) e dizer que eles haviam perdido a legitimidade, o prefeito de Manaus Arthur Virgílio Neto (PSDB) já mudou o tom. Em postagem no Facebook, o pré-candidato ao Planalto disse que os “jovens se posicionam com coerência” e “representam novas formas de pensar a política”.

Prefeito com líderes do MBL em São Paulo (Foto: Reprodução/Facebook)

A mudança de posição do prefeito tem explicação. Enquanto o MBL, ganhou notoriedade nas redes sociais clamando pelo impeachment de Dilma Rousseff (PT) estava apoiando o prefeito de São Paulo, João Doria, Arthur chegou a dizer que os líderes do movimento fizeram tudo o que disseram que não fariam.

“Se ligaram a uma liderança política, se ligaram a candidaturas. Quando eu vejo isso, eu fico impressionado”, disse o prefeito de Manaus ao em entrevista ao site Uol, em outubro passado. “Todo mundo sabe que eles (MBL) estão do lado de Doria”, disse Arthur.

Depois que o MBL começou a criticar a gestão de Doria, Arthur Virgílio parece ter “esquecido” das críticas e esteve com líderes do MBL em São Paulo no último fim de semana. O grupo defende a realização de prévias no PSDB para a escolha do candidato da legenda à Presidência da República.

Quem é o MBL

O movimento é uma entidade civil criada em 2014 para combater a corrupção e lutar pelo impeachment da presidente Dilma.

De acordo com o site UOL, um dos coordenadores do MBL, Renan Antônio Ferreira dos Santos está envolvido em problemas na Justiça. Ele é réu em pelo menos 16 ações cíveis e mais 45 processos trabalhistas. Ele nega as irregularidades.

Segundo a reportagem, as acusações incluem dívidas fiscais, fraude contra credores, calote em pagamento de dívidas trabalhistas e ações de danos morais, num total de R$ 4,9 milhões.

Em uma reportagem de 2016, o UOL publicou que o MBL recebeu apoio financeiro de partidos políticos, como o MDB e o Solidariedade. O problema é que, quando fundado, o movimento se definia como apartidário e sem ligações com siglas políticas.