(Foto: Reprodução rede social)
Manaus (AM) – O apelo público feito pelo ex-senador e ex-prefeito de Manaus Arthur Virgílio Neto ao ministro Alexandre de Moraes, para que o ex-presidente Jair Bolsonaro seja transferido do presídio para prisão domiciliar, desencadeou algumas reações negativas e nada simpática nas redes sociais.
A tentativa de defender o ex-presidente, preso sob acusações graves e alvo de diversas investigações, foi recebida com ironia, indignação e acusações de oportunismo político.
A repercussão negativa se intensificou após Arthur Virgílio comparar Bolsonaro ao filósofo espanhol Miguel de Unamuno, preso durante a ditadura franquista. Para o ex-senador, assim como o reitor de Salamanca teve “sua dignidade preservada”, o ex-presidente brasileiro deveria cumprir prisão domiciliar.
A analogia, contudo, gerou reação ácida entre usuários, que acusaram o político de distorcer fatos históricos e minimizar a gravidade das acusações contra Bolsonaro.
Entre os comentários compartilhados estavam observações de que Arthur Virgílio teria sofrido “amnésia seletiva”, agido por “cálculo eleitoral” e feito uma defesa “incompatível” com sua trajetória recente.
Internautas lembraram que Bolsonaro o chamou de “merda” durante a pandemia e que o ex-senador chegou a acionar judicialmente o ex-presidente, antes de adotar discurso mais alinhado ao bolsonarismo.
A guinada política foi interpretada por muitos como uma tentativa de se aproximar da base bolsonarista no Amazonas, onde Artur Virgílio é pré-candidato a deputado federal.
Alguns internautas argumentaram que o ex-senador busca o eleitorado fiel ao ex-presidente e classificaram a defesa da prisão domiciliar como estratégia para recuperar relevância eleitoral.
Críticas também apontaram que o pedido por “dignidade” ao ex-presidente ignora os motivos que levaram à sua prisão, entre eles acusações de ataques às instituições democráticas.
Para parte do público, Bolsonaro só não se tornou um ditador porque a tentativa golpista atribuída a ele não foi bem-sucedida. Outros afirmaram estar decepcionados com o posicionamento de Artur Virgílio e consideraram o apelo “absurdo” e “injustificável”.


A comparação com Unamuno, peça central da argumentação, foi vista como inadequada e historicamente desproporcional. Internautas afirmaram que a metáfora “quebrou ao meio” e acusaram Arthur Virgílio de tentar revestir um gesto político de verniz filosófico.

O episódio reacendeu questionamentos sobre a coerência do ex-senador e reforçou críticas relacionadas à disputa eleitoral que se aproxima.
A reação, acabou ofuscando completamente o conteúdo original da postagem.
Arthur Virgílio afiliou-se recentemente ao partido Republicanos durante uma cerimônia no gabinete do presidente nacional do partido, deputado Marcos Pereira, em São Paulo, no mesmo dia em que a legenda completou 20 anos.
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