(Foto: Reprodução/Redes Sociais Arthur Neto)
Manaus (AM) – O ex-prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, anunciou a pré-candidatura a deputado federal pelo Republicanos. A confirmação ocorreu durante entrevista ao programa Meio Dia com Jeferson Coronel, exibido no último dia 28. Ao falar sobre seu retorno à cena eleitoral, Arthur declarou que se sente preparado tanto politicamente quanto fisicamente para enfrentar a disputa.
“Opa! E sobrando. Você me conheceu em vários momentos e sabe que eu não sou de entregar ouro. Vão ver um animal galopando”, disse Arthur ao ser questionado se tinha gás político para enfrentar uma nova disputa.
Escolha pelo Republicanos
Logo no início da entrevista, o ex-senador foi questionado sobre a escolha pelo Republicanos. Segundo ele, a decisão ocorreu após uma reflexão sobre sua trajetória partidária e sobre o desejo de encontrar uma legenda em que pudesse se sentir acolhido.
Arthur ressaltou que já não se via confortável no PSDB, partido ao qual dedicou grande parte de sua vida política, e destacou que encontrou no Republicanos um espaço de afinidade pelo compromisso com as bandeiras que considera importantes, como a defesa da mulher, das crianças e da democracia.
“Eu queria ir para um lugar onde me sentisse à vontade. No PSDB já não dava mais, porque o partido estava muito parecido com outros”, declarou.
Ao explicar as razões que o levaram ao Republicanos, Arthur não poupou elogios à nova legenda. Afirmou que buscava um partido que não fosse movido pelo ódio ou pela lógica da inimizade política, mas que tivesse abertura ao diálogo e ao respeito às diferenças.
“Eu não gosto de ter inimigos, gosto de ter adversários”, afirmou Arthur.
Nesse contexto, Arthur Neto destacou a liderança do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, figura que considera essencial no cenário nacional e com quem espera colaborar em pautas de interesse comum, especialmente nas relações entre Amazonas e São Paulo.
O ex-senador também fez referência à boa recepção que teve dentro da sigla, citando nomes de dirigentes e parlamentares que, segundo ele, o trataram com atenção e respeito desde o primeiro contato. Para Arthur, essa receptividade reforçou a convicção de que o Republicanos pode desempenhar, de fato, um papel em defesa da república e das instituições democráticas.
Trajetória no PSDB
Durante a conversa, o ex-senador fez questão de rememorar sua longa trajetória dentro do PSDB. Ele destacou que teve papel relevante na consolidação do partido como uma das principais forças políticas do país. Ressaltou, ainda, que a sigla nunca foi a maior da América Latina, mas, em sua avaliação, representou o que havia de melhor em termos de quadros políticos, econômicos e acadêmicos.
Arthur lembrou, em especial, a liderança do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, a quem atribuiu grande respeito e gratidão. Ele afirmou que mantém contato frequente com o ex-presidente, que hoje enfrenta problemas de saúde, e disse guardar reconhecimento pelas oportunidades que recebeu ao longo do período em que esteve ao lado dele.
Em meio aos elogios a Fernando Henrique Cardoso, o ex-senador ironizou políticos que não se expressam bem em seus discursos. Segundo ele, FHC era “o mais culto, disparadamente o mais culto de todos os servidores de Estado do mundo”.
“Ele fala português, que nem todo político sabe falar direito, além de inglês, francês, espanhol, italiano, alemão, russo, romeno e até grego”, disparou Arthur Neto.
Retorno à disputa eleitoral
Com um tom conciliador, Arthur frisou que não tem gosto em cultivar inimigos, preferindo estabelecer relações políticas pautadas pela adversidade democrática, e não pela hostilidade pessoal. Sua entrada no Republicanos, segundo explicou, não se baseia em reivindicações pessoais ou exigências de espaço, mas na disposição de contribuir com o partido e com o país.
Aos 78 anos, o ex-senador sinaliza, assim, seu retorno à disputa eleitoral disposto a pautar a campanha pelo diálogo e pela experiência acumulada em décadas de vida pública. Questionado se teria fôlego para encarar mais uma eleição, respondeu sem hesitar: tem, segundo ele, “gás político e físico de sobra” para enfrentar as urnas em 2026.
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