Manaus, 7 de julho de 2026
×
Manaus, 7 de julho de 2026

Brasil

Associações de jornalismo repudiam discurso de Mark Zuckerberg sobre checagem de fatos

Segundo a Ajor, a decisão pode gerar impactos negativos no jornalismo digital.

associacoes-de-jornalismo-repu

(Fotos: Reprodução/Instagram/Marcello Casal jr/Agência Brasil)

Manaus (AM) – Associações brasileiras de jornalismo criticaram mudanças anunciadas por Mark Zuckerberg, dono Meta, plataforma responsável pelo Facebook, Instagram e Threads.

A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) e a Associação de Jornalismo Digital (Ajor) manifestaram preocupação com as alterações no processo de checagem de fatos nas redes sociais. Segundo a Ajor, a decisão pode gerar impactos negativos no jornalismo digital.

“A decisão, que afeta especialmente a checagem de fatos e, consequentemente, a integridade das informações que circulam em suas plataformas, foi comunicada em pronunciamento de Zuckerberg, no qual ele comunica o encerramento do sistema de checagem atualmente em vigor”, disse Associação de Jornalismo Digital.

A Abraji também se posicionou, explicando o funcionamento do processo de checagem de fatos e destacando que os profissionais dessa área não têm autonomia para remover conteúdos.

“É importante frisar que os profissionais desse segmento não retiram conteúdo do ar. Eles seguem um método que busca apontar erros factuais e informações enganosas que podem causar dano ao direito dos cidadãos de receberem informações verificadas”, disseram em nota.

Agências de checagem de fatos, como a ‘Aos Fatos’, também criticaram a decisão, classificando-a como prejudicial ao combate à desinformação. A agência, que integra a parceria de verificação independente com a Meta, alertou para o aumento de informações falsas nas plataformas. Profissionais da área de tecnologia e especialistas em direito e liberdade de expressão também apontaram riscos significativos decorrentes da nova medida.

Contexto

O empresário Mark Zuckerberg, CEO da Meta, comunicou nesta terça-feira (7) que as plataformas Facebook e Instagram deixarão de realizar checagem de fatos em suas publicações. A medida marca o fim da parceria da empresa com agências de verificação, encerrando um programa iniciado em 2016 para combater a disseminação de desinformação.

Conforme a Meta, a decisão reflete a intenção de “priorizar a liberdade de expressão” dos usuários. No entanto, a mudança tem gerado preocupações entre especialistas e organizações de checagem, que alertam para o possível aumento da circulação de notícias falsas e informações enganosas nas redes sociais.

Zuckerberg afirmou que as plataformas continuarão a aplicar regras para combater discursos de ódio e conteúdos nocivos, mas que o monitoramento direto de informações publicadas pelos usuários não será mais realizado.

A decisão acontece em meio a discussões globais sobre o impacto das redes sociais na desinformação e no papel das empresas de tecnologia na regulação de conteúdos on-line.

 

https://www.instagram.com/reel/DEh-IVHKC3-/?utm_source=ig_web_copy_link&igsh=MzRlODBiNWFlZA==

 

LEIA MAIS: