Atendimento idosos. (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)
Brasil – O Ministério da Saúde lançou, nesta quinta-feira (18), no Rio de Janeiro, o Programa de Atenção Domiciliar à Pessoa Idosa (Padi Brasil), com previsão de investimento de R$ 500 milhões para ampliar o atendimento a idosos com limitações funcionais que não conseguem se deslocar até unidades de saúde.
O programa permitirá que municípios solicitem a criação ou ampliação de equipes multiprofissionais na atenção básica, com possibilidade de aumento da carga horária e contratação de profissionais como médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais e assistentes sociais. Até o momento, 2.733 municípios já solicitaram adesão, totalizando 3.677 equipes.
O repasse mensal às equipes poderá ter acréscimo de até R$ 10 mil, alcançando até R$ 57,5 mil, conforme a modalidade de atuação.

Idosa costurando. (Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil)
Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, as equipes atuarão diretamente nas residências dos idosos, garantindo atendimento especializado a pessoas com dificuldade de locomoção.
Expectativa de vida
Dados do ministério apontam que a expectativa de vida no Brasil chegou a 76,6 anos em 2024 e que cerca de 80% da população idosa depende exclusivamente do SUS. Estima-se ainda que cerca de 3 milhões de idosos acamados necessitam de acompanhamento domiciliar.
O governo federal prevê investimentos de R$ 163,2 milhões em 2026 e R$ 329,3 milhões em 2027 para a continuidade do programa.
O Padi Brasil se soma a outras iniciativas do SUS voltadas ao cuidado da população idosa, como o Farmácia Popular e o programa Mais Especialistas.
Durante o lançamento, o Ministério da Saúde também homenageou a médica Guilhermina Maria Galvão Siqueira Gomes, cuja experiência no atendimento domiciliar inspirou a criação do programa.
(*) Com informações da Agência Brasil
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