(Foto: Marcio Silva/Portal AM1)
Manaus (AM) – A engenheira florestal e conselheira estadual de resíduos sólidos Fabiana Rocha alertou para o colapso do aterro sanitário de Manaus, que opera muito além da capacidade projetada. Segundo ela, a situação representa um risco ambiental crescente e revela a falta de planejamento da gestão pública.
“O aterro já passou dos 160 metros e o limite era 100. Mesmo assim, os prazos são empurrados para frente”, afirmou.
Fabiana explica que a altura do aterro compromete a segurança, aumenta a instabilidade do solo, gera mais gases e intensifica o risco de acidentes ou colapso estrutural. Ela também critica a ausência de dados claros sobre o funcionamento do local.
“O problema é gigante porque não sabemos nem o que entra ali”, disse. Para a especialista, a falta de transparência impede qualquer controle real do volume de resíduos e do tipo de material descartado.
A conselheira reforça que o cenário atual exige ação imediata do poder público. “Não dá mais para fingir que a situação está normal. O aterro esgotou. Ele já ultrapassou todos os limites físicos e administrativos”, completou.
Fabiana defende que o Amazonas precisa abandonar práticas improvisadas e assumir uma política moderna de gestão de resíduos, com reciclagem estruturada, educação ambiental e tratamento adequado do lixo.
“Faltam políticas públicas sérias. O que temos hoje é uma bomba-relógio ambiental”, concluiu.
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