Bolsonaro pode manter indicação de evangélico ao STF se Mendonça for reprovado

André Mendonça foi indicado ao STF por Bolsonaro em 13 de julho; sabatina do ex-AGU ainda não foi pautada pela CCJ do Senado
Publicado em 24/08/2021 20:20
André Mendonça
Nome do atual chefe da AGU é apoiado por entidades evangélicas. Foto: Divulgação

BRASÍLIA, DF – O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) pode manter a indicação de um evangélico ao Supremo Tribunal Federal (STF), mesmo com a rejeição do nome do ex-ministro André Mendonça pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. A informação foi confirmada no fim da tarde desta terça-feira (24) por aliados do presidente da Comissão, senador Davi Alcolumbre (DEM-AP).

De acordo com os senadores, o presidente disse que não vai recuar da promessa de indicar um evangélico para a Corte. No entanto, a sabatina de Mendonça ainda não foi pautada por Alcolumbre, sob a justificativa de que, como o presidente ataca a corte constantemente, não faz sentido indicar alguém para um tribunal atacado por ele e por apoiadores.

Leia mais: ‘Coloco-me à disposição do Senado’, diz André Mendonça após indicação ao STF

Aliados do presidente da CCJ, entretanto, acreditam que a rejeição ao ex-Advogado Geral da União se deve ao fato de que Mendonça não inspira confiança em parte dos senadores de que deve atuar como um garantista no STF. Parte do Congresso é alvo de investigações na corte, e esperavam que Mendonça fosse alguém menos propenso a aplicar punições a réus.

Indicação de Aras e aprovação de Mendonça

Alguns senadores avaliam que o procurador-geral da República, Augusto Aras, seria um nome excelente para a vaga que deveria ser de Mendonça. Aras teve sua recondução aprovada nesta terça-feira na CCJ, com relatório favorável do senador Eduardo Braga (MDB-AM).

Mesmo com a resistência de Alcolumbre, a base aliada ainda acredita que o indicado do presidente deve ser aprovado com certa folga, tanto na CCJ como no plenário do Senado. Por isso, os senadores devem pressionar o senador amapaense para pautar tanto a sabatina ou a votação.

Duas frentes são avaliadas pela base governista. A primeira é pedir ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), que interceda junto a Alcolumbre para pautar a sabatina de Mendonça. A outra é elaborar um documento com assinaturas dos integrantes da CCJ, pedindo ao presidente para pautar a sabatina.

(*) Com informações da CNN Brasil.

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