(Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)
Brasília (DF) – O Ministério das Relações Exteriores divulgou neste sábado (9) nota oficial na qual o governo brasileiro deplora a decisão de Israel de ampliar as operações militares na Faixa de Gaza, incluindo uma nova incursão à Cidade de Gaza.
De acordo com o Itamaraty, a ação agrava a “catastrófica situação humanitária da população civil palestina”, marcada por mortes, deslocamentos forçados, destruição e fome.
O Brasil reforçou que a Faixa de Gaza, a Cisjordânia e Jerusalém Oriental são “parte inseparável do Estado da Palestina” e renovou o apelo pela “retirada completa e imediata” das tropas israelenses.
Na nota, o governo brasileiro reiterou a urgência de implementar um cessar-fogo permanente, libertar todos os reféns e permitir a entrada desimpedida de ajuda humanitária no território palestino.
Críticas internacionais ao plano de Israel
As ações israelenses vêm recebendo críticas em diferentes frentes. Na quinta-feira (7), o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que Israel pretende assumir o controle militar de toda a Faixa de Gaza, declaração que gerou reações negativas internas e externas.
Na sexta-feira (8), o alto comissário da ONU para Direitos Humanos, Volker Turk, criticou o plano. No mesmo dia, o governo alemão suspendeu autorizações para exportações de equipamentos militares que pudessem ser usados em Gaza.
Neste sábado (9), o ministro das Relações Exteriores da Turquia, Hakan Fidan, afirmou no Egito que países muçulmanos devem agir unidos e articular oposição internacional contra a medida israelense.
(*) Com informações da Agência Brasil
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