À esquerda, Roberto Cidade, presidente da Aleam, Marcelo Ramos (Centro) e David Reis, presidente da CMM (Fotos: Divulgação/Aleam, Assessoria/Marcelo Ramos e Arquivo/CMM)
Manaus (AM) – O ex-vereador e ex-deputado federal Marcelo Ramos (PT) criticou nesta quarta-feira (12) duas medidas recentes do Legislativo amazonense: a proposta da Câmara Municipal de Manaus (CMM) de realizar sessões virtuais e a criação de emendas parlamentares de bancada na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam). CMM e Aleam são comandadas, respectivamente, por David Reis (Avante) e Roberto Cidade (UB).
Ao comentar essas duas medidas, ele alegou que é “uma vergonha o que a política está virando no Amazonas”.
Durante a declaração, Marcelo Ramos lamentou o rumo das instituições políticas do Estado e afirmou que os espaços de representação popular perderam sua essência.
Segundo ele, tanto a Câmara Municipal de Manaus quanto a Assembleia Legislativa do Amazonas deixaram de priorizar o interesse público para adotar medidas que classificou como “mediocridades e desvios de finalidade”.
“A Câmara Municipal de Manaus e a Assembleia Legislativa do Amazonas, que já foram espaços importantes de debates sobre o futuro e defesa dos interesses do povo, se apequenam em mediocridades e desvios de finalidades. A Câmara agora quer fazer sessões virtuais e a Assembleia criou as tais ‘emendas de bancada’, que o STF acaba de julgar inconstitucional”, declarou Ramos.
Ramos classificou como “piada” e “desrespeito” a ideia de os vereadores trabalharem de forma remota.
“Um vereador só trabalha na Câmara três dias por semana, das 9h às 12h, e ainda quer trabalhar de casa. Isso é uma brincadeira e um desrespeito com a população”, afirmou.
O ex-deputado também criticou a iniciativa da Aleam de criar emendas parlamentares de bancada, classificando a medida como inconstitucional.
“Eu fui deputado estadual, e a emenda de bancada é uma emenda da bancada federal, para obras de infraestrutura no Amazonas, São Paulo, Pará, e é definida por todos os deputados e senadores. A Aleam não tem bancada para isso. O Supremo Tribunal Federal já decidiu que esse tipo de manobra é um absurdo legislativo e um sequestro do orçamento do Estado. É inconstitucional e precisa acabar”, disse.
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