Sandro Fantinel foi expulso do Patriota nessa quarta-feira (Foto: Câmara/Reprodução)
A Câmara Municipal de Caxias do Sul abriu nesta quinta-feira (2) o processo de cassação contra o vereador Sandro Fantinel (sem partido). Uma comissão parlamentar foi criada para avaliar a cassação e 90 dias para divulgar a decisão.
Ativistas protestam contra Sandro Fantinel Câmara de Vereadores de Caxias do Sul.
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“Bolsonarista raiz” da Câmara e um “soldado fiel” do ex-presidente Jair Bolsonaro, o vereador causou polêmica ao criticar trabalhadores baianos em situação análoga à de trabalho escravo. “Agricultores, produtores, vou dar um conselho para vocês: não contratem mais aquela gente lá de cima”, disse o vereador.
“Todos os trabalhadores que têm argentinos trabalhando hoje só batem palmas. São limpos, trabalhadores, corretos, cumprem o horário, mantêm a casa limpa e, no dia de ir embora, ainda agradecem o patrão. Agora, com os baianos, que a única cultura que eles têm é viver na praia tocando tambor, era normal que fosse ter esse tipo de problema!”
“Deixem de lado. Que isso sirva de lição, deixem de lado aquele povo, que é acostumado com carnaval e festa, pra [sic] vocês não se incomodarem novamente!”, disse o vereador no plenário.
O Ministério Público do Trabalho (MPT) do RS também anunciou, nessa quarta, que investigará o parlamentar por apologia ao trabalho escravo.
Fantinel foi expulso do Patriota nesta quarta-feira. Um boletim de ocorrência contra ele foi registrado pelo deputado estadual Leonel Radde (PT) na terça (28).
Na Câmara, um grupo de ativistas protestaram contra o vereador, que diante da repercussão, faltou à sessão que resultou na abertura do processo.
Câmara de Caxias do Sul aprova processo de cassação contra o vereador Sandro Fantinel.
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