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Carlos Bolsonaro é citado como chefe de organização criminosa em investigação

O documento de 79 páginas também afirmou que foram encontrados 'indícios rotundos de atividade criminosa em regime organizado'
Da Redação – Portal AM1*
• Publicado em 23 de setembro de 2021 – 15:30
Ministério paralelo
Foto: Sérgio Lima/Poder360

RIO DE JANEIRO, RJ – O vereador Carlos Bolsonaro teve a quebra de sigilos bancário e fiscal quebrados em investigação que apura a suposta prática de rachadinha e nomeação de funcionários fantasmas no gabinete. Na decisão do juiz Marcello Rubioli, da 1ª Vara Criminal Especializada do Tribunal de Justiça do Rio, após analisar os recursos apresentados pelo Ministério Público do Rio, Carlos Bolsonaro é citado como chefe da organização criminosa.

O documento de 79 páginas também afirmou que foram encontrados “indícios rotundos de atividade criminosa em regime organizado.” Em maio deste ano, o MO-RJ pediu a quebra de sigilo do vereador, da ex-esposa do presidente Bolsonaro, Ana Cristina Valle, e de outros 25 investigados no processo. Além disso, o órgão também pediu a quebra de sigilo do ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro, Fabrício Queiroz, mas a solicitação foi negada.

“Os elementos de informação coligidos aos autos – mais notadamente quando se atenta ao vasto acervo de documentos que acompanham o expediente investigatório – apontam para a existência de fortes indícios da prática de crime de lavagem de capitais.” […] “Da leitura dos autos do procedimento declinado, apura-se, facilmente, que se encontram presentes indícios rotundos de atividade criminosa em regime organizado para prática de crimes. Carlos Nantes é citado diretamente como o chefe da organização, até porque o mesmo efetua as nomeações dos cargos e funções comissionadas do gabinete”, diz um trecho do documento.

Leia mais: Popularidade de Bolsonaro cai e reprovação vai a 53%, aponta Ipec

O vereador já havia afirmado em diversas vezes que não cometeu nenhuma ilegalidade e atacou as investigações. “Na falta de fatos novos, requentam os velhos que obviamente não chegaram a lugar nenhum e trocam a embalagem para empurrar adiante a narrativa. Aos perdedores, frustrados por não ser o que sempre foram, restou apenas manipular e mentir. É o que mais acusam e o que mais fazem”, disse.

Os investigadores do caso ainda pontuaram que “com efeito, para operacionalizar o desvio, é necessária a convergência da atuação do vereador, que se encarrega da indicação dos assessores “fantasmas” (e figura como beneficiário final do peculato), dos chefes de gabinete que atestam falsamente a o desempenho da atividade profissional dos assessores, e finalmente dos ocupantes de cargos comissionados, concordam em ser nomeados formalmente na Câmara Municipal, sob compromisso de repassar mensalmente parte da remuneração do cargo aos demais integrantes da organização criminosa, contribuindo para o desvio da verba orçamentária”.

(*) Com informações do Uol

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